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MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, instou seu homólogo norte-americano, Donald Trump, a manter seu apoio às Forças Armadas libanesas, alertando que o sul do país poderia voltar a mergulhar no caos que sofreu durante a década de 1970 caso não conte com o apoio de Washington, no âmbito das operações de mobilização nas áreas-piloto previstas no acordo.
“As Forças Armadas do Líbano são a espinha dorsal da segurança e da estabilidade. Precisamos apoiá-las”, enfatizou diante do magnata republicano no Salão Oval, lembrando que a primeira instituição libanesa a entrar em colapso em 1975, durante a guerra civil, foi o Exército, o que resultou no “surgimento de muitas milícias locais”.
Aoun afirmou que isso permitiu que os palestinos governassem o sul do país e lançassem ataques contra Israel. “Não queremos ver isso de novo. Tudo o que pedimos é que continuem apoiando o Exército”, disse ele, referindo-se ao fato de que não se trata apenas de apoio político às tropas, mas também de apoio material.
Por sua vez, o morador da Casa Branca elogiou Aoun, de quem disse que é “muito respeitado”. “A relação é muito boa. Acho que o Líbano tem sido um país muito maltratado durante um longo período e vamos fazer com que seja tratado adequadamente, com o respeito que merece”, argumentou.
O encontro entre os dois líderes ocorre no mesmo dia em que o Exército libanês denunciou que Israel abriu fogo durante as operações de mobilização nas zonas-piloto, na primeira operação no sul para assumir o controle de localidades incluídas no acordo entre o Líbano e Israel, mediado pelos Estados Unidos.
SOBRE OS HUTIS
No âmbito do mesmo encontro, Trump afirmou que Washington tomará medidas caso os rebeldes huti, grupo apoiado pelo Irã, venham a impor um bloqueio no Mar Vermelho aos portos sauditas. “Se algo assim acontecer, nós cuidaremos disso”, disse ele.
O porta-voz militar dos huti, Yahya Sari, anunciou na segunda-feira a imposição de um bloqueio naval contra a Arábia Saudita em resposta ao contínuo “cerco” de Riade, dias após um ataque ao aeroporto de Sanaa — reivindicado pelo governo reconhecido internacionalmente — e o subsequente bombardeio em retaliação contra as instalações aeroportuárias sauditas de Abha.
Os houthis controlam, desde 2014, a capital do Iêmen e outras regiões do norte e do oeste do país, enquanto o governo reconhecido internacionalmente tem sua sede na cidade de Áden, no sul do país.
O recrudescimento das tensões ocorreu depois que as autoridades iemenitas e os houthis se acusaram mutuamente de atrasar uma troca de mais de 1.700 prisioneiros, conforme o acordo alcançado por meio da mediação das Nações Unidas, no que seria o maior processo de libertação de prisioneiros desde o início da guerra em 2015, que mergulhou o país em uma das maiores crises humanitárias do mundo.
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