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MADRID, 22 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, denunciou neste domingo que a operação militar iniciada por Israel para destruir as pontes do rio Litani representa o prelúdio de uma invasão israelense total no sul do país e solicitou a intervenção imediata das Nações Unidas.
“Os ataques israelenses contra as pontes do rio Litani constituem uma tentativa de interromper a conexão geográfica do Líbano com o resto do país”, denunciou o presidente libanês, “e os ataques israelenses contra a infraestrutura libanesa são o prelúdio de uma invasão terrestre”.
“Diante dessa escalada, o Líbano insta a comunidade internacional, em particular as Nações Unidas e os membros do Conselho de Segurança, a assumir suas responsabilidades e adotar medidas imediatas para dissuadir Israel de levar adiante esse ataque. O silêncio ou a inação contínuos fomentam novas violações e minam a credibilidade da comunidade internacional”, concluiu o presidente.
A declaração do presidente Aoun ocorre depois que o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou neste domingo o início de uma operação para destruir “imediatamente” as pontes sobre o rio Litani, após denunciar que elas estão sendo utilizadas pelas milícias do Hezbollah para transportar equipamento de combate, bem como as populações circundantes “seguindo o modelo de Rafá” na Faixa de Gaza.
O primeiro alvo específico designado pelo Exército israelense é a ponte de Qasmiya, que atravessa o Litani na costa sul do país e que levou o Exército libanês a abandonar imediatamente a zona, conforme confirmado pelos próprios militares libaneses.
O ataque aéreo contra a ponte teve início às 14h30 (hora da Espanha peninsular e das Ilhas Baleares). Vários mísseis destruíram uma estrutura que era uma via de comunicação vital para muitas cidades do sul do país, pois conectava a região com a província de Sidon e com a capital do país, Beirute, conforme confirmado pela agência oficial de notícias libanesa NNA.
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