Publicado 17/04/2026 09:44

O presidente do Líbano coloca em cima da mesa de negociações a retirada de Israel do sul do país

Aoun estabelece as condições para prolongar o cessar-fogo: retirada, libertação de prisioneiros e resolução de disputas fronteiriças

Archivo - Arquivo - 2 de dezembro de 2025, Beirute, Voivodia da Pomerânia, Líbano: O presidente libanês Joseph Khalil Aoun participou da missa solene em Beirute, concelebrada pelo Papa Leão XIV, juntando-se às orações e à atmosfera solene da liturgia.
Europa Press/Contacto/Marek Ladzinski - Arquivo

MADRID, 17 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, confirmou nesta sexta-feira que solicitará a Israel a retirada de suas forças militares do sul do Líbano durante as negociações diretas iniciadas com o governo israelense para resolver a crise atual entre os dois países, o mais recente episódio de um conflito que se arrasta há décadas e que, neste momento, se encontra sob um delicado cessar-fogo para facilitar as negociações.

Em uma declaração publicada nas redes sociais, Aoun pediu “uma única responsabilidade nacional” como forma de reivindicar o papel predominante do Estado em conversas que tratarão do desarmamento do Hezbollah como condição para alcançar a paz e que, por enquanto, são rejeitadas pelas milícias xiitas, pelo menos enquanto continuar a presença militar israelense no sul do país.

“As negociações diretas são precisas e detalhadas, e a responsabilidade nacional deve ser única na próxima etapa, porque os olhos do mundo estão voltados para o Líbano”, afirmou o presidente do Líbano.

Em sua mensagem, Aoun explicou as condições do governo libanês, começando pela consolidação do cessar-fogo que acaba de ter início, e seguindo com “a retirada das forças israelenses dos territórios ocupados do sul, o retorno dos prisioneiros e a resolução das disputas fronteiriças pendentes”.

O chefe de Estado libanês garante que conta, para isso, com o apoio de Donald Trump, conforme lhe foi transmitido pessoalmente na última quinta-feira por meio de uma conversa telefônica pelo presidente norte-americano, que defendeu, durante a ligação, a importância de “preservar a soberania, a independência e a integridade territorial do país”, nas palavras de Aoun.

Assim que as forças israelenses se retirarem (embora Israel tenha declarado nesta mesma sexta-feira que pretende manter uma presença militar na zona), Aoun atribuiu ao Exército libanês o “papel fundamental” de concluir a estabilização da situação: ele será mobilizado “até a fronteira internacional do sul” e garantirá “a tranquilidade da população do sul após seu retorno às suas localidades”, livres do Hezbollah e sem outra presença armada além do “Exército e das forças de segurança legítimas” do país.

“Os libaneses, que sofreram muito nos últimos anos, encontram-se hoje diante de uma nova realidade que conta com o apoio árabe e internacional, e essa oportunidade não deve ser desperdiçada, pois pode não se repetir”, concluiu o presidente do Líbano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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