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MADRID, 17 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, confirmou nesta sexta-feira que solicitará a Israel a retirada de suas forças militares do sul do Líbano durante as negociações diretas iniciadas com o governo israelense para resolver a crise atual entre os dois países, o mais recente episódio de um conflito que se arrasta há décadas e que, neste momento, se encontra sob um delicado cessar-fogo para facilitar as negociações.
Em uma declaração publicada nas redes sociais, Aoun pediu “uma única responsabilidade nacional” como forma de reivindicar o papel predominante do Estado em conversas que tratarão do desarmamento do Hezbollah como condição para alcançar a paz e que, por enquanto, são rejeitadas pelas milícias xiitas, pelo menos enquanto continuar a presença militar israelense no sul do país.
“As negociações diretas são precisas e detalhadas, e a responsabilidade nacional deve ser única na próxima etapa, porque os olhos do mundo estão voltados para o Líbano”, afirmou o presidente do Líbano.
Em sua mensagem, Aoun explicou as condições do governo libanês, começando pela consolidação do cessar-fogo que acaba de ter início, e seguindo com “a retirada das forças israelenses dos territórios ocupados do sul, o retorno dos prisioneiros e a resolução das disputas fronteiriças pendentes”.
O chefe de Estado libanês garante que conta, para isso, com o apoio de Donald Trump, conforme lhe foi transmitido pessoalmente na última quinta-feira por meio de uma conversa telefônica pelo presidente norte-americano, que defendeu, durante a ligação, a importância de “preservar a soberania, a independência e a integridade territorial do país”, nas palavras de Aoun.
Assim que as forças israelenses se retirarem (embora Israel tenha declarado nesta mesma sexta-feira que pretende manter uma presença militar na zona), Aoun atribuiu ao Exército libanês o “papel fundamental” de concluir a estabilização da situação: ele será mobilizado “até a fronteira internacional do sul” e garantirá “a tranquilidade da população do sul após seu retorno às suas localidades”, livres do Hezbollah e sem outra presença armada além do “Exército e das forças de segurança legítimas” do país.
“Os libaneses, que sofreram muito nos últimos anos, encontram-se hoje diante de uma nova realidade que conta com o apoio árabe e internacional, e essa oportunidade não deve ser desperdiçada, pois pode não se repetir”, concluiu o presidente do Líbano.
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