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MADRID 24 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou nesta quarta-feira que está trabalhando para consolidar o cessar-fogo no sul do país e para que o Exército israelense se retire, dando lugar às forças libanesas, em negociações que ele dissociou do processo entre os Estados Unidos e o Irã.
“Estamos trabalhando para consolidar o cessar-fogo no sul, ao qual deverá seguir-se a retirada das forças israelenses, o destacamento do Exército libanês, o retorno dos habitantes, a libertação dos prisioneiros e o início do processo de reconstrução”, afirmou em declarações após receber uma delegação parlamentar britânica.
Aoun indicou, assim, que as negociações se concentram na “delimitação” de zonas nas quais o Líbano possa assumir o controle, tirando-o de Israel. Essa divisão “continua sendo objeto de debate, aguardando a aprovação da parte israelense”, detalhou.
O líder libanês insistiu, assim, no bom andamento das conversas bilaterais com Israel em Washington, reiterando que elas são “independentes” do processo entre os Estados Unidos e o Irã, que teve uma cúpula no último fim de semana no luxuoso complexo de Burgenstock, na Suíça.
O Líbano e Israel mantêm um processo diplomático em andamento que teve uma nova sessão nesta terça-feira, diante da qual as autoridades israelenses alertaram que os contatos podem “desviar do rumo” devido à falta de medidas para eliminar a influência do partido-milícia xiita Hezbollah e do Irã no Líbano.
O embaixador israelense nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, afirmou que seu país “não está em conflito” com o Líbano, mas que “o único que precisa é de coordenação com ele” para acabar com a milícia libanesa.
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