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MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou nesta sexta-feira que não obteve resposta das autoridades de Israel para negociar um possível cessar-fogo, enquanto avançam os ataques israelenses contra o território libanês em resposta ao lançamento de projéteis pelo partido-milícia Hezbollah, uma ofensiva que já deixou quase 700 mortos.
Durante seu encontro em Beirute com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, Aoun destacou que já expressou sua “disposição para negociar” e disse esperar “contar com o apoio da comunidade internacional ao Líbano nesta fase crítica”.
“Os ataques israelenses devem cessar e deve ser alcançado um cessar-fogo para que se possa debater os próximos passos rumo a um acordo entre as partes”, afirmou, ao mesmo tempo em que destacou a importância de “atender às necessidades das pessoas que foram deslocadas” pelo recrudescimento da violência nos últimos dias.
Nesse sentido, estimou em mais de 800.000 o número de pessoas deslocadas e agradeceu à ONU por “seu apoio contínuo ao Líbano”, antes de lamentar que os ataques de Israel “tenham repercussões sobre a estabilidade em toda a região” do Oriente Médio.
As autoridades libanesas elevaram para cerca de 700 o número de mortos devido à onda de bombardeios lançados por Israel, que também mobilizou militares em várias zonas no sul do Líbano, em uma nova invasão que agora ameaça se expandir territorialmente.
Israel já havia lançado, nos últimos meses, dezenas de bombardeios contra o Líbano, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que age contra atividades do Hezbollah e assegurando que, por isso, não viola o acordo, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos em relação a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
Esse cessar-fogo previa que tanto Israel quanto o Hezbollah deveriam retirar suas forças do sul do Líbano. No entanto, o Exército israelense manteve cinco postos no território do país vizinho, algo também criticado por Beirute e pelo grupo xiita, que exigem o fim desse destacamento.
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