Europa Press/Contacto/Carlos Garcia Granthon
MADRID 12 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Jurado Nacional de Eleições (JNE), Roberto Burneo Bermejo, fez neste sábado um apelo aos cidadãos peruanos para que participem de forma “informada, consciente, livre e secreta” nas eleições gerais deste domingo, ressaltando que o processo contará com plenas garantias de transparência e legalidade.
Em uma mensagem institucional, Burneo descreveu o encontro com as urnas como uma “verdadeira festa eleitoral”, na qual os cidadãos não apenas elegem seus representantes, mas também “renovam seu compromisso com a democracia, com o país e com as gerações futuras”.
Além disso, destacou que o voto constitui “a expressão mais genuína de nossa liberdade” e o mecanismo pelo qual a população decide o rumo do país, pelo que instou a exercê-lo de forma responsável, como garantia de uma decisão “autêntica e responsável”.
O presidente do órgão eleitoral peruano insistiu que a instituição agirá com “absoluta firmeza” para garantir a “transparência, independência e legalidade” do processo, ressaltando que essa é uma convicção que orienta todas as suas ações.
Nesse sentido, ele valorizou o trabalho do pessoal eleitoral, reconhecendo seu “profissionalismo” e dedicação, bem como a mobilização de supervisão em todo o país para zelar pelo cumprimento das normas e pelo respeito à vontade popular. “Nosso dever é trabalhar para que cada voto seja respeitado e cada decisão dos cidadãos se reflita fielmente nos resultados”, acrescentou.
Durante o dia de hoje, domingo, 12 de abril, os peruanos elegerão o presidente e o vice-presidente da República, os 60 senadores e 130 deputados do novo Congresso bicameral, bem como os representantes junto ao Parlamento Andino, em um processo que, segundo Burneo, transcende o âmbito institucional ao envolver a escolha do modelo de país.
O representante do JNE também apelou ao “alto senso cívico” da cidadania e instou tanto os membros das mesas eleitorais quanto os atores políticos a agir com “responsabilidade” e “altura democrática”, pedindo que aguardem os resultados com serenidade e respeitem o veredicto das urnas.
Por fim, ele incentivou que o dia sirva para demonstrar a “maturidade democrática” do país e concluiu com uma mensagem de participação: “Vamos votar com responsabilidade, com orgulho e com a certeza de que cada voto conta e será respeitado. O Peru decide”, afirmou.
OBSERVADORES DA OEA EM TODO O PAÍS
Por sua vez, a Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou que enviará uma missão internacional de observação por ocasião das eleições, composta por 97 especialistas provenientes de 22 países do continente, conforme informado pela própria organização através das redes sociais.
A missão, liderada por Víctor Rico, estará presente nas 25 regiões do país, incluindo a Província Constitucional de Callao, bem como em diversas cidades no exterior onde residem cidadãos peruanos com direito a voto.
Rico explicou que os observadores estarão nos centros de votação desde o início do dia, coincidindo com a abertura das seções eleitorais, com o objetivo de supervisionar o andamento da jornada. “Estaremos presentes ao longo do dia preenchendo um formulário com os aspectos que consideramos importantes”, afirmou.
Além disso, indicou que a missão elaborará um relatório preliminar após o dia das eleições, que será posteriormente complementado com um documento final dirigido ao Conselho Permanente do órgão regional, no qual serão reunidas as principais conclusões do processo.
A essas medidas, soma-se o “histórico” destacamento de mais de 100.000 militares e agentes da Polícia Nacional do Peru anunciado pelo primeiro-ministro do país, o general aposentado Luis Enrique Arroyo, que foram mobilizados para garantir a segurança durante a votação do primeiro turno das eleições presidenciais peruanas.
Os peruanos têm diante de si, neste domingo, uma nova oportunidade de reverter a crise política pela qual o país vem passando na última década, com oito presidentes, incluindo o atual, votando em eleições gerais históricas devido a um aumento de até 8% no censo eleitoral em relação a 2021 e porque poderão escolher entre 35 candidatos presidenciais, um número recorde que prenuncia uma fragmentação do voto sem precedentes.
Entre os candidatos que compõem uma cédula ridiculamente enorme — com 42 centímetros de largura por 44 de altura —, nenhum ultrapassa 15% de apoio nas pesquisas e apenas cinco têm chances de passar para o segundo turno marcado para 7 de junho, segundo indicam as pesquisas, que refletem igualmente 17% de indecisos.
Além de eleger o presidente da República, os peruanos são chamados a renovar seus representantes no Congresso, com mais de 10.000 candidatos concorrendo a um Congresso bicameral que não existia desde a década de 1990 e para o qual é necessário obter pelo menos 5% dos votos para ser eleito. Aos 130 candidatos à Câmara dos Deputados e aos cinco do Parlamento Andino somam-se agora os 60 do Senado.
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