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MADRID, 28 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, denunciou neste sábado que os Estados Unidos atacaram a infraestrutura econômica e energética iraniana, apesar da moratória anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para facilitar as negociações.
“Apesar das afirmações e promessas das autoridades americanas de que não atacariam a infraestrutura econômica e energética, eles estão atacando esses locais”, afirmou Pezeshkian durante uma conversa telefônica com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.
“Esse discurso e comportamento contraditórios evidentemente levaram o Irã a uma maior desconfiança em relação ao agressor norte-americano”, acrescentou Pezeshkian, segundo a televisão pública iraniana IRIB.
Outro exemplo, já com Israel como protagonista, ocorreu na última sexta-feira, quando o Exército israelense confirmou dois ataques contra uma usina de água pesada na província iraniana de Arak, no centro-oeste do país, e uma fábrica de óxido de urânio concentrado na província de Yazd, no centro do Irã, sem que, por enquanto, haja risco de contaminação para a população, segundo as autoridades iranianas.
Trump anunciou na última quinta-feira a prorrogação da suspensão dos ataques contra as usinas elétricas do Irã por um período de 10 dias, até o próximo dia 6 de abril, após um primeiro ultimato de 48 horas a Teerã para que reabrisse o estreito de Ormuz.
O próprio Pezeshkian publicou nas redes sociais que “responderemos com firmeza se nossos centros de infraestrutura e econômicos forem atacados”.
O líder iraniano ressaltou que “o Irã não realiza ataques preventivos”, mas que reagirá a esses ataques e advertiu expressamente os países vizinhos de que “se vocês querem desenvolvimento e segurança, não permitam que seus inimigos façam a guerra a partir do seu território”.
Pezeshkian argumentou que “a reação defensiva do Irã é natural”, embora Teerã “considere os países muçulmanos como seus irmãos e não queira causar dano a nenhum muçulmano”.
Por sua vez, o primeiro-ministro paquistanês reiterou sua proposta de mediar entre o Irã e os Estados Unidos, embora tenha alertado que qualquer processo deve ocorrer em uma “atmosfera de confiança e respeito mútuo” e, para isso, a ofensiva militar deve cessar.
“Informei (Pezeshkian) sobre a iniciativa diplomática do Paquistão para envolver os Estados Unidos e os países irmãos do Golfo e islâmicos, a fim de facilitar o diálogo e a redução da tensão”, explicou Sharif em uma mensagem publicada nas redes sociais.
Sharif explicou que a conversa “durou mais de uma hora” e destacou que transmitiu sua “condenação veemente” dos “ataques israelenses contínuos contra o Irã”, mencionando em particular os “ataques contra infraestruturas civis”.
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