Europa Press/Contacto/Foad Ashtari
MADRID, 8 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira que a “conduta” dos Estados Unidos como anfitrião da Copa do Mundo de Futebol está alinhada com sua “política externa”, que, segundo Teerã, consiste em “violar as regras” e “trapacear”, após a recente polêmica sobre a suspensão de um cartão vermelho a um jogador americano pela FIFA e a situação vivida pela seleção iraniana durante o torneio.
“A conduta do governo dos Estados Unidos como anfitrião da Copa do Mundo segue sua política externa habitual: infringir as regras, intimidar seus rivais, criar obstáculos e trapacear. Esse é o manual de estratégias do MAGA”, destacou ele, em referência a “Make America Great Again”, o slogan do movimento político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“O Irã rejeita esses jogos. Defendemos firmemente nossos direitos”, destacou o presidente em uma mensagem nas redes sociais, horas depois de os Estados Unidos terem lançado bombardeios contra o sul do país, alegando que se tratava de uma resposta a ataques contra navios no Estreito de Ormuz e em linha com as críticas de Teerã às ações de Washington durante a Copa do Mundo.
A seleção iraniana ficou baseada em Tijuana, no México, podendo entrar em território americano apenas um dia antes de suas duas primeiras partidas e dois dias antes do último jogo. Além disso, após cada partida, a equipe teve que deixar imediatamente os Estados Unidos, que também negaram vistos a vários membros da comissão técnica.
A seleção do Irã foi eliminada após empatar as três partidas de seu grupo contra a Nova Zelândia, a Bélgica e o Egito. Assim, ficou em terceiro lugar no Grupo G, sem conseguir se classificar entre as oito melhores seleções nessa posição devido à diferença de gols, o que resultou em sua eliminação da Copa do Mundo antes do início das partidas das oitavas de final.
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