Mehdi Bolourian/Iranian Presiden / DPA - Arquivo
MADRID, 30 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, destacou nesta quinta-feira que o bloqueio imposto pelos Estados Unidos no estreito de Ormuz “está condenado ao fracasso”, antes de afirmar que Teerã continua garantindo a liberdade de navegação na região, “exceto para os países hostis”, em referência aos navios americanos e israelenses.
“Qualquer tentativa de impor um bloqueio e restrições marítimas (no Golfo Pérsico) é contrária ao Direito Internacional e uma ameaça aos interesses das nações da região e à paz e estabilidade global, pelo que está condenada ao fracasso”, afirmou em uma mensagem por ocasião do Dia Nacional do Golfo Pérsico.
“Nossos inimigos devem saber que o Golfo Pérsico não é um lugar para impor unilateralmente a vontade estrangeira, mas parte de um sistema de interações internacionais cuja segurança só faz sentido a partir de uma cooperação coletiva e do respeito mútuo à soberania dos países costeiros”, explicou.
Assim, ele ressaltou que “como garante da segurança do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz, o Irã continua aderindo aos princípios da liberdade de navegação e da segurança marítima, exceto para os países hostis”, antes de destacar que “a aplicação desses princípios deve ser acompanhada pelo respeito à nação e à soberania iranianas”.
“A responsabilidade por qualquer insegurança nesta zona marítima recai sobre os Estados Unidos e o regime sionista”, afirmou, em referência a Israel, após a ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro por esses países contra o Irã, em meio a negociações indiretas entre Washington e Teerã para tentar chegar a um novo acordo nuclear.
Pezeshkian sustentou que o conflito “revelou novamente ao mundo a importância desta região, especialmente do Estreito de Ormuz”. “A bravura da Marinha nacional demonstrou que esta via vital, bem como sua função estratégica como nó energético, é um símbolo da soberania nacional que reflete o papel inegável do Irã na garantia da segurança regional e global”.
“Como afirmamos em repetidas ocasiões, a presença e a intervenção de estrangeiros não só não contribuem para fortalecer a segurança regional, como também geram tensão e perturbam a paz duradoura no Golfo Pérsico”, argumentou o líder iraniano.
Nessa linha, ele enfatizou que o conflito também demonstrou que “a presença de bases militares americanas não só não garantiu a segurança dos países que as acolhem, como também colocou em risco sua paz e segurança”. “Isso nos permitiu atacar a origem da invasão do nosso território como alvos legítimos”, defendeu.
Por isso, ele destacou que o Golfo Pérsico “é parte indissociável da identidade nacional dos iranianos e um símbolo da resistência da grande nação iraniana contra os colonialistas, passados e presentes”. “Prometemos que o Golfo Pérsico será sempre seguro, estável e próspero, um lugar de paz para seu povo, livre da presença de estrangeiros”, acrescentou.
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