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MADRID 29 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, indicou que continuará a integrar o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do banco central dos Estados Unidos após o término de seu mandato como “guardião do dólar”, previsto para 15 de maio.
Powell afirmou que, apesar do encerramento da investigação pelo Departamento de Justiça, as declarações da procuradora do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, sobre a reabertura do processo judicial no futuro, motivaram sua decisão.
“As ações judiciais por parte do governo (Trump) não têm precedentes em nossos 113 anos de história, e há ameaças constantes de novas ações semelhantes. Preocupa-me que esses ataques estejam enfraquecendo a instituição e colocando em risco o que realmente importa para o público: a capacidade de implementar a política monetária sem levar em conta fatores políticos”, declarou o atual presidente do Fed na coletiva de imprensa após a reunião de política monetária.
Nesse sentido, o “guardião do dólar” considerou “extremamente importante” que o banco central possa continuar implementando a política monetária com independência, afastado da política.
"Eu já planejava me aposentar há algum tempo, e os acontecimentos dos últimos três meses não me deixaram outra opção a não ser permanecer no cargo até que sejam resolvidos, pelo menos até lá", afirmou Powell, que não quis especificar por quanto tempo permanecerá como presidente — seu mandato no Conselho de Governadores só expira em 2028.
Da mesma forma, Jerome Powell explicou que sua decisão não se deve às críticas verbais por parte do governo Trump, mas que sua “preocupação” reside na “série de ataques legais contra o Federal Reserve, que ameaçam nossa capacidade de implementar a política monetária sem levar em conta fatores políticos”.
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