Publicado 09/07/2026 13:39

O presidente do Eurogrupo não vê consenso em relação a um ativo seguro europeu, como pede a Espanha

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 19 de março de 2026, Bélgica, Bruxelas: Kyriakos Pierrakakis, presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças da Grécia, fala com representantes da imprensa à margem da cúpula da UE. Foto: Markus Lenhardt/dpa
Markus Lenhardt/dpa - Arquivo

BRUXELAS 9 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, afirmou nesta quinta-feira que “no momento não há consenso” entre os ministros das Finanças da zona do euro sobre a ideia de criar um ativo seguro europeu por meio de emissões conjuntas de dívida, conforme proposto pela Espanha, embora haja consenso sobre a necessidade de impulsionar um maior investimento no bloco.

“Como presidente do Eurogrupo, só posso me pronunciar sobre as áreas em que existe consenso. Historicamente, o debate sobre o ativo seguro não tem sido uma dessas áreas”, afirmou ao chegar à reunião em Bruxelas.

Nesse sentido, ele reconheceu que os países da zona do euro compartilham o diagnóstico sobre a necessidade de elevar as prioridades e ambições de investimento na Europa, mas nem sempre concordam quanto à forma de financiar esses investimentos.

“De modo geral, concordamos que temos prioridades e ambições maiores em matéria de investimento. Não necessariamente estamos sempre de acordo sobre os meios que financiarão esses investimentos”, observou.

Assim, o ministro grego deixou a porta aberta para debater a proposta espanhola na reunião, mas reduziu as expectativas quanto a um possível apoio imediato dos parceiros.

“É claro que pretendemos debater qualquer questão relevante desse tipo no âmbito do Eurogrupo, mas, neste momento, não há consenso sobre esse assunto”, concluiu.

REJEIÇÃO DA HOLANDA E DA FINLÂNDIA

Por sua vez, o ministro da Holanda, Eelco Heinen, rejeitou categoricamente a proposta espanhola, que classificou como parte de um “debate antigo” sobre o qual sua resposta “é sempre a mesma: não”.

“Se queremos fortalecer o papel do euro, precisamos começar pelos fundamentos: que a economia e as finanças públicas estejam em ordem. Mais dívida não leva a uma posição mais forte do euro”, afirmou.

Na mesma linha, sua homóloga finlandesa, Riikka Purra, defendeu que o objetivo passa por “finanças públicas confiáveis”, maior produtividade, um verdadeiro mercado único e mercados de capitais mais profundos. “Não à dívida comum. Não a uma nova dívida comum em nível da UE. Não é uma solução e não é uma opção para a Finlândia”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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