Publicado 03/04/2026 02:00

O presidente do Equador decreta um novo estado de exceção em nove províncias

Archivo - Arquivo - Daniel Noboa, presidente do Equador
PRESIDENCIA DE ECUADOR/JUAN DIEGO MONTENEGRO

MADRID 3 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Equador, Daniel Noboa, decretou nesta quinta-feira um novo estado de exceção que permanecerá em vigor por um período de 60 dias em nove das 24 províncias do país, bem como em mais quatro cantões fora delas, no âmbito da luta contra o crime organizado que assola a nação andina.

Especificamente, a medida será aplicada nas províncias de Pichincha, onde fica Quito, capital do país; Guayas, região onde se situa Guayaquil, outra das principais cidades do Equador; Manabí; Santa Elena; Los Ríos; El Oro; Esmeraldas; Santo Domingo de los Tsáchilas e Sucumbíos, bem como nos cantões de La Maná, na província de Cotopaxi; Las Naves e Echeandía, na província de Bolívar; e La Troncal, na província de Cañar.

Durante a vigência deste novo estado de exceção declarado no Decreto Executivo 535, ficarão suspensos os direitos à inviolabilidade do domicílio e da correspondência, de modo que a Polícia e as Forças Armadas poderão interceptar comunicações, bem como entrar, sem autorização judicial prévia, nos imóveis em que haja indícios de que possam estar escondidos “membros de grupos armados organizados”, bem como encontrar possíveis armas ou “substâncias sujeitas a fiscalização”.

No entanto, neste decreto emitido na véspera dos feriados da Semana Santa, não foi incluído o toque de recolher, como ocorreu no anterior, que esteve em vigor até o final do mês de março passado.

Vale lembrar que no Equador vigora desde 2024 o estado de “conflito armado interno”, com o qual o presidente Noboa pretende coibir o crime organizado, classificando esse tipo de organização criminosa como grupos terroristas. Mesmo assim, o país encerrou 2025 com um recorde de homicídios, cerca de 9.300, segundo dados oficiais.

De cara para a festividade da Páscoa, o Ministério da Defesa equatoriano anunciou o envio de “mais de 33.000 militares”, os quais “realizarão operações de controle em nível nacional em áreas marítimas, cidades, eixos rodoviários, áreas estratégicas, portos e aeroportos”, com o objetivo de “reforçar” a segurança.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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