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MADRID 4 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Egito, Abdelfatá al Sisi, levantou nesta terça-feira, no início da cúpula da Liga Árabe, um plano para que os palestinos "permaneçam em sua terra", um objetivo que o presidente quis reivindicar após as propostas de seu homólogo nos Estados Unidos, Donald Trump, de deslocar a população da Faixa de Gaza.
Al Sisi, anfitrião do fórum, espera unir forças para enfrentar uma "realidade dolorosa" na região, um dos principais exemplos da qual é Gaza, onde "a humanidade perdeu sua virtude". Nesse sentido, ele destacou que o povo de Gaza espera que outros países contribuam para "restaurar a esperança" e avançar em direção à "paz permanente".
O presidente egípcio enfatizou que "a paz não pode ser mantida por meio da força", em uma tentativa de se distanciar tanto de Israel quanto dos Estados Unidos, embora Al Sisi tenha chegado a dizer que vê Trump como "capaz de alcançar a paz" no Oriente Médio, relata a Al Jazeera.
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que controla a Faixa de Gaza, convocou na terça-feira os países participantes da cúpula da Liga Árabe no Egito a tomarem posições "firmes" para "deter as políticas terroristas de Israel", incluindo o bloqueio imposto à Faixa de Gaza.
No domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netahyahu, ordenou um bloqueio à entrada de ajuda humanitária em Gaza, depois que o Hamas rejeitou sua exigência de estender a primeira fase do cessar-fogo, que expirou no sábado, e exigiu que as partes mantivessem o acordo alcançado em janeiro, que agora prevê o início da segunda fase do pacto.
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