LAS PALMAS DE GRAN CANÁRIA 11 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Governo das Canárias, Fernando Clavijo, afirmou nesta quinta-feira, minutos antes da chegada do Papa Leão XIV à Gran Canaria, que espera que sua visita contribua para que não se repita outro “cais da vergonha”, apelido que recebeu em 2020 o Porto de Arguineguín, que ele visitará em seguida, já que considerou que, atualmente, essa é uma situação que “pode se repetir”.
Clavijo defendeu, em declarações à Televisão Canária divulgadas pela Europa Press, que o novo pacto de migração e asilo da União Europeia (UE) pode permitir que algo semelhante volte a ocorrer.
“Espero que esta mensagem que Sua Santidade vai lançar ao mundo inteiro seja ouvida e que possamos corrigir [o pacto de asilo], porque daqui vamos para aquele cais da vergonha, uma situação que pode se repetir no futuro com este pacto”, afirmou.
Para o presidente das Canárias, esse pacto de migração “vai na direção contrária” ao que seu Executivo entende ser o correto, algo que ele considera ter sido apoiado por “Sua Santidade, que vem dizendo que devemos tratar os vulneráveis com solidariedade, de forma humana, com respeito, com valores e, acima de tudo, com respeito aos direitos humanos”.
Clavijo citou a frente comum que, desde o início, conseguiu formar com o País Basco para defender mais recursos e solidariedade com as ilhas como fronteira sul e, precisamente isso, fez com que o Lehendakari, Imanol Pradales, estivesse presente no evento no cais de Arguineguín.
O LEHENDAKARI: AS CANÁRIAS “MERECEM SOLIDARIEDADE COMO FRONTEIRA SUL”
Nele, Pradales explicou à Televisão Canária que as imagens que se viram deste cais “tanto” os “envergonhavam” na época: “Sempre nos pareceu que as Canárias, como fronteira sul, deveriam contar com a solidariedade de todos”.
“Acreditamos na solidariedade humana e destacamos que o Papa está gerando grande consenso sobre as coisas que está dizendo esta semana”, afirmou Pradales.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático