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MADRID 15 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, anunciou na quarta-feira mudanças na equipe de segurança, vários dias após a fuga de cerca de vinte prisioneiros, membros da gangue Barrio 18, declarada uma organização terrorista internacional pelo governo dos Estados Unidos.
"O que aconteceu no sistema penitenciário é inaceitável. A fuga da justiça de 20 criminosos perigosos não é uma simples falha operacional, é uma ofensa grave contra todo guatemalteco de bem que confia que o Estado cumprirá seu dever de protegê-los", disse o líder latino-americano.
Ele anunciou que havia aceitado a renúncia do ministro do Interior, Francisco Jiménez, da vice-ministra de Assuntos Antinarcóticos, Claudia Palencia, e do vice-ministro da Segurança, José Portillo. Os nomes de seus substitutos "serão anunciados em breve", disse ele em uma mensagem à nação.
Arévalo anunciou várias medidas, incluindo a construção de uma nova prisão de segurança máxima com capacidade para 2.000 detentos, que deverá estar pronta em doze meses, e prometeu fortalecer as capacidades das prisões existentes "para garantir que seu controle esteja nas mãos das autoridades e não dos criminosos".
Ele também anunciou que seu gabinete realizará um censo da população carcerária em todo o país e criará uma força-tarefa coordenada com o mandato de revisar os processos administrativos, "fechando brechas na corrupção e corrigindo falhas" na polícia e no sistema carcerário. Por fim, ele anunciou que contará com o apoio do FBI e de outras agências de segurança dos EUA.
No fim de semana, cerca de vinte prisioneiros fugiram, coincidindo com a viagem oficial de Arévalo à Europa, o que atrasou seu pronunciamento até quarta-feira, quando ele se dirigiu à população guatemalteca pela primeira vez e aproveitou a oportunidade para denunciar a existência de atores políticos "oportunistas" ligados a redes criminosas.
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