Publicado 27/03/2026 16:53

O presidente da Guatemala dá início às obras da primeira prisão de segurança máxima do país

A instalação, composta por 12 módulos, terá capacidade para mais de 2.000 detentos

17 de março de 2026, Guatemala, Cidade da Guatemala: O presidente da Guatemala, César Bernardo Arévalo de León, discursa durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier, após suas conversações no palácio presidenc
Bernd von Jutrczenka/dpa

MADRID, 27 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Guatemala, o social-democrata Bernardo Arévalo, inaugurou nesta sexta-feira a construção da primeira prisão de segurança máxima do país, chamada “El Triunfo”, que será erguida na localidade de Morales, no departamento de Izabal.

“O início desta construção é um triunfo, um triunfo da justiça sobre o crime, um triunfo do bem sobre o mal, um triunfo do Estado de Direito sobre o crime organizado, um triunfo do povo da Guatemala sobre seus algozes”, afirmou o presidente guatemalteco durante o evento.

Arévalo elogiou o fato de Izabal se tornar “um recurso para proteger, para proporcionar segurança, para isolar aqueles que renunciaram à convivência pacífica entre irmãos e optaram pela violência” e “pela morte”.

“Esta obra é necessária para proteger todos os guatemaltecos, mas também é uma oportunidade para lembrar a quem precise ouvir: na Guatemala não mandam os criminosos, na Guatemala não mandam os narcotraficantes, na Guatemala não manda o terror”, afirmou.

O presidente destacou que o projeto foi realizado “no estrito âmbito de suas competências constitucionais e com pleno respeito às garantias que todas as pessoas merecem”. “Fizemos isso com firmeza, sem perder de vista o que está em jogo, sem perder de vista que nossa principal tarefa é proteger os guatemaltecos”, reiterou.

Por sua vez, o ministro da Defesa da Guatemala, Henry Saenz, explicou durante o evento que essa construção representa “uma decisão firme para acabar com os espaços de impunidade e fortalecer a autoridade legítima e soberana do Estado”.

“Esta obra não surge de forma isolada; faz parte de uma estratégia integral para recuperar e consolidar o controle absoluto dos centros penitenciários em todo o país”, explicou, acrescentando que esta instituição busca “o isolamento efetivo dos detentos de maior periculosidade” e daqueles “que tentaram transformar os centros penitenciários em centros de operações do crime organizado”.

O governo defendeu, assim, que essa instalação — com até 12 módulos com capacidade para mais de 2.000 detentos — visa pôr fim aos problemas acumulados do sistema penitenciário guatemalteco, como a superlotação das prisões ou a falta de controle nas instalações penitenciárias.

O modelo salvadorenho de mão dura contra o crime organizado, impulsionado pelo presidente Nayib Bukele, já foi exportado para vários países da América Latina e da América Central, entre eles o Equador, com a prisão de Santa Elena para detentos de alta periculosidade.

No caso do Peru, o governo do então presidente José Jerí habilitou um pavilhão de segurança máxima na prisão Ancón I, ao norte da capital, Lima, enquanto sua antecessora, Xiomara Castro, também anunciou a construção do chamado Centro de Reclusão de Emergência (CRE), com capacidade para 20.000 presos.

Esse tipo de modelo carcerário — inspirado no polêmico Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT) de El Salvador, com capacidade para cerca de 40 mil presos e questionado por ONGs por supostos abusos, tortura e até mesmo violência sexual — caracteriza-se por isolar milhares de membros de gangues ligados a grupos criminosos em um único local.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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