Publicado 14/09/2026 01:21

O presidente da Guatemala acusa políticos e narcotraficantes de financiar bloqueios de estradas

Archivo - Arquivo - 14 de janeiro de 2026, Cidade da Guatemala, Cidade da Guatemala, Guatemala: O presidente BERNARDO AREVALO afirma estar satisfeito em apresentar seu segundo Relatório de Governo, ao mesmo tempo em que reconhece a existência de desafios,
Fernando Chuy / Zuma Press / Europa Press

MADRID 14 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, atribuiu a políticos locais e narcotraficantes a responsabilidade pelo financiamento dos bloqueios de estradas realizados em protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis no país centro-americano.

“Por exemplo, em Río Hondo, Zacapa, políticos locais se aliaram a agentes do narcotráfico para pagar aos participantes dos bloqueios. Ou em Cuyotenango ou Villanueva, onde atores políticos espúrios — membros de gangues em alguns casos e do crime organizado em outros — se uniram para organizar os bloqueios”, declarou o presidente em um discurso dirigido à nação.

Nesse contexto, denunciando que “os interesses eleitorais espúrios de uns e os interesses criminosos de outros convergem nesses casos para tentar desestabilizar o país”, Arévalo anunciou que o Executivo já iniciou “as investigações cabíveis”. “Denunciaremos ao Ministério Público aqueles que cometerem essas ações criminosas”, acrescentou.

Além disso, ele afirmou ter instruído a Polícia a garantir a livre circulação com o apoio do Exército: “Nosso governo garantirá a livre circulação e os serviços essenciais e terá tolerância zero com quem tentar violar os direitos dos cidadãos e a produtividade do país”, indicou, ressaltando que, no entanto, suas operações deverão ser regidas pela Constituição.

O presidente da Guatemala, que evitou citar o nome de qualquer um dos supostos políticos aos quais se referiu, quis, de qualquer forma, separar essas supostas alianças da sociedade do país, cujo “mal-estar é real”. “E, como seu presidente, dirijo-me a vocês com plena consciência da gravidade da situação que, como sociedade, estamos enfrentando”, afirmou.

Nesse sentido, Arévalo afirmou que seu governo está buscando opções para amenizar o impacto dos preços dos hidrocarbonetos, visando a aprovação, no Congresso da República, da Lei de Preços Máximos ao Consumidor.

Com base nela, explicou ele, o Executivo disponibilizará recursos para estabelecer preços máximos “comparáveis ou até mesmo inferiores aos dos países vizinhos”.

“Acima de tudo, essa medida trará estabilidade ao consumidor e ao mercado, pois, mesmo que o preço internacional suba, o mecanismo garantirá que os consumidores não paguem mais do que esse valor”, ressaltou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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