Ele elogia a "posição corajosa" adotada pela Espanha: "A história lembrará que ela se opôs ao genocídio".
BILBAO, 4 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Federação Palestina de Futebol, Jibril Rajoub, pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que "entenda de uma vez por todas" que "chegou a hora" de pressionar Israel e "acabar com a fome e o genocídio". Ele também elogiou a "posição corajosa" adotada pela Espanha e expressou sua convicção de que "a história lembrará que ela se opôs ao genocídio".
O Museu da Paz de Gernika foi o anfitrião da assinatura oficial e da apresentação da partida de solidariedade que o Euskal Selekzioa e a seleção da Palestina jogarão no sábado, 15 de novembro, às 20h30, em San Mamés, e que doará toda a renda para organizações humanitárias "que salvam vidas em Gaza".
A cerimônia de apresentação contou com a presença do presidente da Federação Basca de Futebol, Iker Goñi, do presidente da Federação Palestina de Futebol, Jibril Rajoub, da vice-presidente da Federação Basca de Futebol, Susan Shalabi, de Yaser Hamed, jogador basco da seleção palestina e do prefeito de Gernika, José María Gorroño.
Rajoub destacou a presença em Gernika, que "carrega as vozes de inocentes que foram silenciados por bombas", mas "que ainda sussurram para nós" e dizem "nunca mais". "O apelo deles não é uma relíquia da história, ele continua vivo hoje, pois homens, mulheres, meninos e meninas são massacrados sob os céus de Gaza em uma tragédia que ecoa o próprio sofrimento de Gernika", disse ele.
Em sua opinião, nesse "lugar sagrado de lembrança", o futebol "assume o seu maior significado", porque a partida a ser disputada em 15 de novembro "não é uma mera competição", mas "um testemunho do poder moral do futebol e da sua capacidade de dar esperança".
Em nome da Palestina, ele expressou sua "mais profunda gratidão" à Federação Basca de Futebol. "Esse gesto de solidariedade será lembrado não apenas como uma estatística", disse ele.
Ele também disse que "sentiu a solidariedade nas ruas de Gernika e Bilbao". "Vozes, abraços, tudo nos diz que a Palestina não está sozinha, que a dignidade humana ainda tem defensores, e isso nos dá força", disse ele.
Ele também reconheceu a "posição corajosa" assumida pela Espanha, que "escolheu liderar, onde outros olham para o outro lado, escolheu a humanidade em vez da cumplicidade". "A história lembrará que a Espanha se opôs ao genocídio", disse ele.
O presidente da Federação Palestina de Futebol disse que "essa partida é histórica" porque o Euskal Selekzioa será o primeiro time europeu a enfrentar a Seleção Palestina. "Ao fazer isso, ele afirma que o futebol deve ser um jogo justo e uma mensagem contra a injustiça, contra o racismo e contra o crime de genocídio", disse ele.
Ele esperava que essa partida lembrasse "os corredores silenciosos dos órgãos mais altos do futebol mundial de seu dever moral". "Que ela lembre ao mundo que o esporte não pode tolerar dois pesos e duas medidas nem ser neutro diante da justiça", disse ele.
MENSAGEM PARA ISRAEL E OS EUA
Jibril Rajoub acredita que a partida também é "uma mensagem para o governo fascista israelense de que eles não podem continuar com essa limpeza étnica, com esse genocídio" e que "eles nunca serão capazes de eliminar o povo palestino".
Ele se referiu a "esse novo governo militar dos EUA", ao qual disse que "chegou a hora de pôr fim à limpeza étnica sistemática" e espera que Donald Trump "comece a pressionar Israel para pôr fim a essa agressão unilateral e a essa atrocidade que está acontecendo".
Em sua opinião, a partida entre Euskadi e Palestina "tem uma dimensão política muito profunda" porque lembrará à comunidade internacional e também aos Estados Unidos que "isso também lhes diz respeito, não é apenas um assunto para os palestinos ou israelenses, é um assunto que diz respeito ao mundo inteiro". "Espero que essa mensagem seja transmitida e que o presidente tome a decisão certa", disse ele.
YASER HAMED
Por sua vez, o jogador basco da equipe nacional palestina, Yaser Hamed, destacou e agradeceu o apoio do País Basco ao povo palestino, "uma coisa incrível, nas ruas, nos estádios, em todos os lugares".
Ele lembrou que o dinheiro arrecadado será destinado a "crianças que não têm nem mesmo o suficiente para comer, ou para poder tomar remédios se tiverem algum tipo de doença". "Tentaremos fazer tudo o que pudermos para dar uma voz em nível global", disse ele.
O presidente da Federação Basca de Futebol, Iker Goñi, enfatizou que é muito significativo apresentar essa partida em um local "tão simbólico quanto o Museu da Paz de Gernika" e afirmou que "a tragédia de Gernika se tornou um símbolo universal contra a violência e a injustiça". "Hoje, quase 90 anos depois, esse símbolo ainda está vivo e nos desafia diante do sofrimento de outros povos", disse ele.
Ele também enfatizou que a reunião de 15 de novembro "transcende o esporte" porque a Federação Basca de Futebol "está comprometida com o futebol que promove a solidariedade e promove e defende a paz".
Por sua vez, o prefeito de Gernika, José María Gorroño, criticou o fato de que "ninguém está parando o genocídio" em Gaza, "nem aqueles que têm o poder de fazê-lo, nem aqueles que dizem rejeitar as democracias que, com seu silêncio e indiferença, tornaram-se cúmplices desse extermínio".
É, em sua opinião, "uma das piores barbáries da humanidade, uma humanidade muda, cúmplice e abismal". "Hoje não são os Estados ou as democracias que estão no comando, mas as grandes corporações e o capital que decidem o curso do mundo", lamentou.
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