Publicado 09/04/2025 08:37

Presidente da Estônia ratifica emenda constitucional que impede cidadãos russos e bielorrussos de votar

Archivo - Arquivo - Presidente da Estônia, Alar Karis
COMPAÑÍA DE RADIODIFUSIÓN PÚBLICA DE ESTONIA

MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Estônia, Alar Karis, ratificou nesta quarta-feira a emenda à Constituição que proíbe os cidadãos russos e bielorrussos de votar nas eleições realizadas no país, incluindo as municipais, uma medida que surge em meio ao aumento da tensão entre esses países devido à invasão russa na Ucrânia.

"A decisão de que apenas cidadãos estonianos e da UE poderão votar nas eleições locais é certamente legal. É igualmente importante que aqueles que não têm direito a voto não pensem que o Estado quer excluí-los da vida pública ou que os considera uma ameaça à segurança", disse Karis, de acordo com a emissora pública estoniana ERR.

Ele pediu que a regulamentação fosse "cuidadosamente analisada" e expressou sua esperança de que o Parlamento garanta que essas medidas "não alterem a unidade" do país, já que os apátridas que residem em território nacional também serão afetados e perderão o direito de votar no futuro. No caso dos cidadãos apátridas, eles poderão votar pela última vez nas eleições municipais programadas para outubro de 2025.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, pediu que a iniciativa fosse estudada com cuidado e lembrou que os cidadãos russos e bielorrussos que serão afetados pela emenda têm suas autorizações de residência na Estônia.

Em agosto de 2023, o governo da Estônia apresentou um projeto de lei para proibir russos e bielorrussos que vivem na Estônia, onde os russos étnicos representam quase 25% da população, de votar nas eleições locais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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