Publicado 20/04/2026 13:08

A presidente da CRUE afirma que a cooperação entre o México e a Espanha é uma "responsabilidade coletiva"

II Cúpula de Reitores e Reitoras México-Espanha 2026
CRUE

A ministra da Ciência, Diana Morant, aponta a igualdade de oportunidades como o principal desafio do sistema universitário

CASTELLÓ, 20 abr. (EUROPA PRESS) - -

A presidente da Conferência de Reitores e Reitoras das Universidades Espanholas (CRUE), Eva Alcón, destacou que a cooperação entre o México e a Espanha no ensino superior é uma “responsabilidade coletiva”.

A CRUE inaugurou na Universitat Jaume I a II Cúpula de Reitores e Reitoras México-Espanha 2026, um encontro que reúne hoje e amanhã mais de uma centena de representantes de instituições de ambos os países, no qual participam mais de 60 universidades e instituições de ensino superior, com a representação de 39 reitores e reitoras.

Durante a inauguração da Cúpula, organizada em colaboração com a Associação Nacional de Universidades e Instituições de Ensino Superior do México (ANUIES) e a Universitat Jaume I, a presidente da CRUE e reitora da UJI, Eva Alcón, destacou que este encontro “dá continuidade ao compromisso estabelecido no México em março de 2024 e projeta um futuro promissor para esta relação bilateral”.

Da mesma forma, Alcón destacou que “a cooperação entre o México e a Espanha no ensino superior não é apenas uma oportunidade, é uma responsabilidade coletiva”, valorizando o papel de ambos os países como “ecossistemas de conhecimento e interlocutores essenciais”.

“Nossos sistemas universitários são motores de transformação social por meio da geração de conhecimento, da formação em valores e do fomento do pensamento crítico”, defendeu, e apelou à ciência, à inovação e à cooperação “como instrumentos para enfrentar desafios globais que exigem soluções compartilhadas”.

AGENDA COMUM

Alcón insistiu que esta Cúpula será um passo decisivo para consolidar uma agenda comum “baseada na confiança, na colaboração e na ambição compartilhada”, e reafirmou o compromisso das universidades com “um compromisso social firme e uma estratégia comum diante dos desafios globais”.

Por sua vez, o secretário-geral executivo da ANUIES, Luis Armando González, destacou que este encontro consolida “uma das relações mais dinâmicas no ensino superior”. Ele destacou que as universidades de ambos os países são chamadas a responder de forma conjunta aos grandes desafios sociais e colocou o foco na cooperação estratégica, onde “assume especial importância o modelo das Cátedras Binacionais México-Espanha”, concebidas como instrumentos estruturais para impulsionar projetos conjuntos de pesquisa, formação e transferência de conhecimento.

Na cerimônia institucional de abertura do encontro bilateral México-Espanha, também participou a ministra da Ciência, Inovação e Universidades, Diana Morant, que ressaltou a importância estratégica das universidades como motor de progresso em um momento de profunda transformação. “Hoje, mais do que nunca, as universidades são importantes, não apenas por seu papel na formação de talentos, mas também por sua contribuição para a construção de uma cidadania crítica e por possibilitar a convivência democrática”, destacou.

A ministra enfatizou a igualdade de oportunidades como o principal desafio do sistema universitário. “Não podemos permitir que o talento dependa da origem. Nem que o acesso à universidade dependa da renda. Não há sociedade inclusiva sem universidade inclusiva. Uma universidade aberta, diversificada e que não deixe ninguém para trás”, sublinhou.

Ela também reivindicou o papel da universidade como espaço de conhecimento rigoroso e pensamento crítico em um ambiente marcado pela desinformação.

A inauguração contou ainda com a participação de Leonardo Lomelí, reitor da Universidade Nacional Autônoma do México; Begoña Carrasco, prefeita de Castelló; e Mª Esther Gómez, secretária regional de Universidades da Generalitat Valenciana. Entre outros participantes, esteve presente o secretário-geral de Universidades, Francisco García Pascual.

SESSÕES DE TRABALHO

Durante a jornada de hoje, são realizadas sessões centradas na transformação do ensino superior — com especial atenção à inovação pedagógica, à digitalização do ensino universitário e à internacionalização curricular —, bem como à ciência, à tecnologia e à inovação para um futuro comum.

Além disso, esta tarde serão abordados a mobilidade acadêmica e as redes de cooperação, o compromisso social e a Agenda 2030, bem como a apresentação das Cátedras Binacionais México-Espanha como instrumentos estruturais de cooperação universitária.

O programa inclui também a palestra magistral “O ensino humanista como canteiro cívico. Das conclusões da OCDE à Universidade como oxigênio democrático”, ministrada por Ximo Puig, embaixador da Espanha junto à OCDE e VI presidente da Generalitat de Valência; além de um espaço de networking voltado para o desenvolvimento de projetos conjuntos em pesquisa, transferência de conhecimento e mobilidade acadêmica.

Amanhã, 21 de abril, a Cúpula continuará com uma sessão sobre governança universitária e alianças estratégicas. Também será feita a leitura da Declaração conjunta dos sistemas universitários do México e da Espanha.

A II Cúpula de Reitores e Reitoras México-Espanha 2026 consolida-se, assim, como um espaço estratégico para reforçar a cooperação acadêmica, científica e cultural entre ambos os países e avançar em uma agenda comum com vocação de permanência.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado