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MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves, liderou uma marcha na terça-feira na capital, San José, para exigir a renúncia do procurador-geral, Carlo Díaz, que está liderando as investigações contra ele por financiamento irregular e abuso de poder, durante o que foi a primeira manifestação desse tipo da qual participou um chefe de Estado no país centro-americano.
"Eles, das sombras e escondidos, transformaram nossas instituições em uma máquina projetada para proteger os poderosos, enquanto insultam e exploram o povo, é assim ou não, compatriotas", declarou ele em um discurso aos manifestantes.
Chaves chamou o procurador-geral de corrupto e aqueles que ele considera seus "cúmplices" no judiciário de "cafetões". "Ele foi nomeado por Deus. Antes Satanás", disse ele em seu discurso, criticando Díaz por ter dito que foi escolhido por Deus para o cargo, de acordo com o jornal costarriquenho 'El Observador'.
Após o protesto, Díaz garantiu que não se deixará "pressionar" pelo executivo e que defenderá a independência do Ministério Público. "Nosso trabalho se baseia em ações objetivas e no estrito cumprimento da lei, sem que críticas ou pressões externas influenciem nosso trabalho", disse ele.
Ele também considerou que "a convocação promovida pelo Executivo tem um propósito aparente de retardar ou interferir nos processos judiciais em andamento, o que coloca em questão o respeito à institucionalidade do país".
No entanto, ele acrescentou que seu escritório continuará com seu trabalho, reforçando as investigações "independentemente de quem esteja envolvido", de acordo com o jornal 'La República'.
O presidente da Suprema Corte, Orlando Aguirre, exigiu respeito à divisão de poderes, bem como à institucionalidade, ao mesmo tempo em que saiu em defesa dos funcionários do judiciário, embora tenha reconhecido o direito à liberdade de expressão e manifestação dos cidadãos.
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