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MADRID 8 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou nesta terça-feira um decreto que revoga a suspensão generalizada das autorizações para o uso de armas de fogo no país latino-americano, embora tenha esclarecido que isso não implica um uso “indiscriminado” e que normas “rigorosas” sobre armamento continuarão em vigor.
“A palavra de um homem é sua honra, e eu tenho honra. Por isso, cumpro minha palavra, e durante a campanha eu disse que iria revogar a suspensão das licenças para o porte de armas; não é justo que os bandidos estejam armados até os dentes e as pessoas decentes não possam se defender”, explicou De la Espriella em um vídeo divulgado nas redes sociais.
O governador indicou que “99,9% dos crimes armados são cometidos com armas ‘ilegais’”. “Os requisitos para o porte de armas continuam sendo muito rigorosos: as pessoas precisam atender às condições físicas, psíquicas e emocionais, além de não ter antecedentes criminais nem problemas”, detalhou.
De la Espriella destacou que, entre 1º de janeiro e 3 de setembro, as autoridades colombianas apreenderam 15.700 armas de fogo, das quais “14.179 estavam relacionadas à prática de crimes”. Além disso, ele explicou que 980 armas estão ligadas a organizações narcoparamilitares: 551 ao Clã do Golfo e 339 ao Exército de Libertação Nacional (ELN).
“Somente entre as associadas às dissidências, encontramos 380 fuzis e 65 morteiros de calibre 60 milímetros”, precisou o presidente em uma mensagem nas redes sociais, acrescentando que as autoridades apreenderão todas as armas dos grupos criminosos.
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