Publicado 11/03/2025 08:27

O presidente da Colômbia diz que a área de Micay é "controlada pela máfia" e não pelas FARC

Solicita que os camponeses ajudem a levar adiante um plano de substituição de culturas: "Não vamos traí-los".

Presidente da Colômbia, Gustavo Petro
PRESIDENCIA DE COLOMBIA

MADRID, 11 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que a região de Micay, no departamento de Cauca, localizado no oeste do país, é "controlada pela máfia" e não pelos guerrilheiros das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), cujas ações "terminaram em 2016".

Petro, que anunciou um plano de intervenção nesse município assolado pela violência, indicou que o governo já está tomando medidas com o objetivo de "recuperar o território" o mais rápido possível. "Trata-se de um exército privado de narcotraficantes que busca dominar a produção de folha de coca e precisa de controle territorial e social", disse ele.

"Estamos no processo de entrar e tomar Micay, que ficou por anos nas mãos dos traficantes de drogas", disse ele, antes de enfatizar a importância de desmantelar esses grupos armados, que são "fortalecidos" pela ausência do Estado na região. "Durante muito tempo, permitiu-se que o narcotráfico impusesse sua lei em várias áreas do país. Hoje estamos revertendo essa realidade com decisões firmes", acrescentou.

Ele reiterou seu compromisso com uma estratégia de segurança baseada no controle territorial e na erradicação da violência associada ao narcotráfico, e enfatizou a importância de fortalecer a cooperação internacional para coibir o tráfico de drogas e impedir que essas redes criminosas continuem a operar no território colombiano.

"Outros governos não conseguiram transformar as áreas de cultivo de coca em economias lícitas porque não estão interessados", advertiu Petro, que disse que a intervenção estatal começará no município de Argelia, onde se concentra grande parte dos cultivos "ilícitos". Ele também insistiu na necessidade de criar infraestrutura social na área: "Em Micay, precisamos de hospitais, universidades, escolas, médicos e profissionais de saúde".

PEDE AJUDA AOS CAMPONESES

O presidente argumentou que o plano de substituição de culturas nessa área, historicamente estratégica para o tráfico de drogas devido à sua geografia montanhosa, deve beneficiar toda a comunidade. É por isso que ele fez um apelo aos camponeses para que colaborem nesse processo: "não vamos traí-los".

"O que o governo está pensando no Cañón del Micay não é queimar fazendas, isso não está em nossas mentes; não é fumigar campos, isso não está em nossas mentes. Trata-se de transformar a economia em uma economia que progrida. E pedimos aos camponeses de Micay que nos ajudem. Sei que a maioria deles quer nos ajudar, eles votaram em nós, este é o governo deles. Não vamos traí-los, enquanto estivermos aqui. E esperamos que outros como nós nos sigam", disse ele.

"Não se trata de fazer campanha. É para dizer a verdade. Os vampiros são queimados quando o sol nasce, não os animais, mas os espíritos ruins, as energias ruins, a ganância. A ganância é queimada se for exposta ao sol. O sol faz a vida crescer", disse ele, de acordo com um comunicado à imprensa da Presidência.

O chefe de Estado enfatizou, no entanto, que a taxa de homicídios está caindo na maior parte do país latino-americano, embora ele tenha especificado que as áreas onde houve o maior aumento da violência são os portos e as áreas de fronteira, onde "as máfias do tráfico de drogas estão presentes".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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