Publicado 05/06/2026 17:05

O presidente da Bolívia não descarta a possibilidade de decretar o estado de exceção em meio aos bloqueios e protestos

Archivo - Arquivo - LA PAZ, 9 de novembro de 2025  -- Rodrigo Paz discursa durante sua cerimônia de posse em La Paz, Bolívia, em 8 de novembro de 2025.   Rodrigo Paz tomou posse como presidente constitucional do Estado Plurinacional da Bolívia para o mand
Europa Press/Contacto/Luis Gandarillas - Arquivo

MADRID 5 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, voltou a defender nesta sexta-feira o diálogo para pôr fim aos bloqueios e protestos generalizados no país há mais de um mês, embora, nesta ocasião, não tenha descartado recorrer ao estado de exceção, enquanto avança a tramitação de um projeto de lei sobre essa medida.

“A única coisa que posso dizer é que, junto com o ministro da Defesa e o ministro do Governo, vamos definir o próximo passo”, afirmou ao ser questionado sobre as próximas medidas que seu Executivo tomará após um mês de bloqueios em protesto contra suas políticas e com mais de uma dezena de mortos devido aos efeitos dos bloqueios nas estradas.

O presidente fez essas declarações no município de Carreras, ao sul de La Paz, onde unidades da Polícia e do Exército realizaram uma operação para desbloquear a rodovia de Río Abajo, uma das principais vias de abastecimento da capital, segundo informa o jornal 'El Deber', que precisou que a operação foi realizada sem confrontos.

Paz garantiu mais uma vez que seu governo está “priorizando a ação humanitária, a ação de aproximação e a ação do diálogo”, embora tenha feito alusão à Constituição e ao projeto de lei de Regulamentação dos Estados de Exceção — que será debatido neste sábado em comissão e posteriormente no plenário do Parlamento — ao defender que o Estado pode fazer uso de certas ferramentas para garantir a ordem e proteger a população. “O Senado criou um marco legal para as Forças Armadas. Esse marco legal deve ser debatido na Câmara dos Deputados. O estado de exceção é uma medida permitida pela Constituição”, afirmou.

Nesta quarta-feira, o Governo nomeou Ernesto Justiniano, que até então atuava como vice-ministro da Defesa Social e Substâncias Controladas, novo titular da pasta da Defesa, após a renúncia ao cargo, dias antes, de Marcelo Salinas.

A essa renúncia somam-se as de Beatriz García e Edgar Morales, ministros da Educação e do Trabalho, respectivamente, em meio à crise política e social em que o país andino se encontra, devido aos protestos e bloqueios que exigem a saída do presidente Rodrigo Paz.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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