Publicado 16/05/2026 04:00

O presidente da Bolívia denuncia que os protestos estão sendo usados para "desmantelar" a democracia

Archivo - Arquivo - 19 de outubro de 2025, La Paz, La Paz, Bolívia: O senador de centro-direita e candidato à presidência pelo Partido Democrata Cristão (PDC), Rodrigo Paz, fala durante uma coletiva de imprensa no contexto do segundo turno das eleições pr
Europa Press/Contacto/Diego Rosales - Arquivo

Os mineiros deram ao presidente até este sábado para que ele atenda às suas reivindicações; caso contrário, retomarão os bloqueios em todo o país

MADRID, 16 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, denunciou que os protestos que eclodiram esta semana contra seu governo, tendo os mineiros do país como seus principais protagonistas, estão sendo parcialmente instrumentalizados para “desmantelar” o sistema democrático nacional, e advertiu com prisão aqueles que estejam utilizando a contestação para desestabilizar o país.

“É um processo democrático da pátria e é irreversível, quer queira quer não quem deseja destruir a pátria democrática”, afirmou Paz nesta sexta-feira durante a apresentação do relatório Democracia e Desenvolvimento 2026.

Os protestos são liderados pela Central Obrera Boliviana (COB), o principal sindicato nacional, e pelo movimento indígena boliviano Los Ponchos Rojos, formado por camponeses e operários.

Também tem grande importância a Federação Departamental de Cooperativas Mineiras (Fedecomin) de La Paz, que nas últimas horas emitiu um ultimato para que o governo atenda às demandas dos manifestantes que saíram às ruas nos últimos dias, bloqueando algumas das principais vias de transporte e protagonizando confrontos com a Polícia Nacional em meio a uma grave crise, em parte devido à escassez de gasolina.

Paz, que enfrenta inúmeros pedidos para que renuncie ao cargo que assumiu há seis meses, advertiu que haverá consequências legais contra aqueles que tentarem quebrar a ordem constitucional. “Aqueles que tentam, desde o passado, destruir a democracia irão para a prisão”, indicou antes de celebrar seu mandato como a ruptura do “partido único” que representava o Movimento ao Socialismo de Evo Morales.

De fato, na última quinta-feira, o porta-voz do governo, José Luis Gálvez, denunciou a existência de um “plano macabro” supostamente financiado pelo narcotráfico e acusou o ex-presidente Evo Morales e líderes afins de promover mobilizações e bloqueios para desestabilizar o país e, como insistiu o presidente na última hora desta sexta-feira, “romper a democracia”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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