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MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou nesta quarta-feira a “reorganização” de seu governo com o objetivo de torná-lo “mais ágil e mais próximo” dos cidadãos, após semanas de intensos protestos e greves em La Paz e em outras partes do país contra o governo boliviano e a falta de políticas que contribuam para amenizar a crise econômica.
“Temos que reorganizar um gabinete que deve ter capacidade de ouvir (porque) o presidente não pode estar em todos os lugares, o presidente não poderá resolver todos os problemas”, afirmou durante uma coletiva de imprensa na qual anunciou também a criação de um “conselho econômico e social” aberto “a todos aqueles que queiram participar”.
O conselho, indicou ele, será convocado uma vez por mês para informar sobre as ações implementadas, com o objetivo de “garantir transparência e evitar distorções” sobre as medidas a serem desenvolvidas pelo governo.
O presidente conservador, que tem defendido a gestão de seu governo desde que assumiu o poder em novembro de 2025, declarou que sua decisão visa “um gabinete mais ágil, mais próximo e que ouça” a população.
Paz defendeu “a reconciliação e o diálogo” para resolver os problemas que o país latino-americano enfrenta, embora tenha assegurado que não se reunirá “com vândalos”. “O vandalismo é válido? Não, e não vou dialogar com vândalos (...) Não confundamos setores com alguns indivíduos ou pessoas que têm como motivação interromper a democracia”, afirmou.
Suas declarações ocorrem no momento em que a Bolívia já entra na terceira semana de protestos em La Paz, com a participação de setores afiliados à Central Obrera Boliviana e aos quais se juntaram mineiros e professores, além de ativistas e grupos indígenas, entre outros. Até o momento, pelo menos quatro pessoas morreram no contexto desses distúrbios.
Embora as autoridades bolivianas estimem em 104 o número de detidos até o momento, a ONG Assembleia Permanente de Direitos Humanos da Bolívia indicou que se trata de 95 detidos, embora tenha ressaltado que aguarda acesso aos relatórios oficiais das forças de segurança para conhecer os detalhes de cada detenção.
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