Publicado 25/05/2026 12:57

O presidente da Bolívia anuncia que reduzirá pela metade seu salário e o de seu gabinete em meio a protestos

Archivo - Arquivo - 16 de março de 2026, Brasil, Brasília: O presidente boliviano Rodrigo Paz foi recebido com honras militares no Palácio do Planalto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/dpa
Marcelo Camargo/Agencia Brazil/d / DPA - Arquivo

MADRID 25 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou nesta segunda-feira que reduzirá pela metade seu salário, bem como o dos membros de seu gabinete, em meio à onda de protestos e bloqueios de estradas que vêm ocorrendo no país latino-americano há semanas.

“Este presidente, juntamente com seus ministros, tomou a decisão, como parte do esforço e do compromisso com o país, de reduzir o salário em 50%”, afirmou durante um discurso em Sucre por ocasião do 217º aniversário da Revolução de Chuquisaca, que marcou o início dos movimentos independentistas na América Latina.

O presidente boliviano também anunciou uma medida que beneficiará, entre outros, transportadores, trabalhadores autônomos e sindicalizados, bem como artesãos, que tenham enfrentado problemas com o sistema tributário.

“Nestes seis meses, tentamos ouvir, aprender, compreender a imensa maioria da pátria e, talvez, com a maior humildade, tenhamos nos descuidado em criar um governo que seja abrangente e que compreenda todas as condições, todos os setores, todas as organizações”, reconheceu.

Assim, ele apontou que “faltou espaço ou compreensão da diferença”, embora tenha afirmado que “não é verdade” que se vá “privatizar nada” ou que se vá “aumentar as tarifas de energia elétrica”. "Quando dizem que haverá leis que restringirão os direitos ou decretos que restringirão os direitos dos bolivianos de se expressarem livremente, isso não é verdade", insistiu.

Paz também garantiu que o bloqueio "não é a solução". "O diálogo foi previsto na Constituição para levar adiante o país. E este governo será, e sempre será, um governo do diálogo com as regiões", argumentou.

O presidente — que lembrou que está prevista a realização de um Conselho Nacional e Econômico para quarta-feira, 27 de maio — se pronunciou assim em meio às mobilizações de indígenas, camponeses e sindicalistas que pediram sua renúncia devido à crise econômica, protestos que já deixaram quatro mortos e mais de uma centena de detidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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