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MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, condenou nesta segunda-feira as “manifestações de racismo” proferidas por, segundo ele, partidos "extremistas" espanhóis como o Vox, apenas dois dias após a realização, em Madri, de um evento com a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, no qual o cantor Carlos Baute animou o público com o grito de "Fora a macaca!", em referência à presidente interina do país sul-americano, Delcy Rodríguez.
“Justamente, os que estão nesse partido, o Vox, chamam os venezuelanos, africanos e asiáticos que estão lá de macacos, negros, sul-americanos, mouros...”, afirmou Rodríguez durante sua intervenção na “Grande Peregrinação por uma Venezuela livre de sanções e em paz” no estado de Bolívar, no sudeste do país, acrescentando que essa situação mostra “a vítima sentindo-se agressora porque lhe é permitido encher a boca de ódio”.
Nessa linha, o chefe do Legislativo venezuelano considerou que, no referido evento realizado na Puerta del Sol, em Madri, formações “extremistas” como o Vox “colocaram pessoas lá para insultar e proferir expressões racistas”.
Por fim, Rodríguez criticou as desculpas emitidas por Baute, artista que, em um comunicado publicado em suas redes sociais nesta segunda-feira, sinalizou que, enquanto cantava e interagia com o público, “milhares e milhares de pessoas começaram a entoar cânticos”, aos quais ele se juntou.
“Deixei-me levar pela emoção daquele cântico sem pensar direito. São muitos anos de repressão, de frustração e de falta de liberdade”, enfatizou o cantor nesse vídeo, com o qual o presidente da Assembleia apenas afirmou que “ele piorou ainda mais a situação”.
Assim, em uma mensagem direta aos seus compatriotas no exterior, Rodríguez refletiu: “Vocês nos chamaram de macacos? Venham para a Venezuela, aqui vocês vão estar melhor. Temos o mesmo sangue, a mesma mistura e idiosincrasia".
Horas antes, o porta-voz do Comitê de Ação Política do Vox, José Antonio Fúster, sinalizou que seu partido entende os cânticos de "macaco", ao mesmo tempo em que considerou “defensável” que Machado esteja disposta a governar a Venezuela “com a ajuda dos Estados Unidos” sobre a estrutura do “antigo regime bolivariano” que, em sua opinião, já está “muito enfraquecido”, mas requer “prudência” e “tempo” para acabar com ele.
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