Europa Press/Contacto/Sergei Bobylev - Arquivo
MADRID 22 jan. (EUROPA PRESS) -
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, comunicou à sua homóloga venezuelana, Delcy Rodríguez, a sua intenção de “continuar a fortalecer” as relações bilaterais, apesar da aproximação de Caracas a Washington desde o ataque norte-americano no início do mês contra a Venezuela, que resultou em mais de uma centena de mortos e na captura de Nicolás Maduro.
Díaz-Canel explicou que, durante a chamada com a presidente encarregada da Venezuela, reiterou a sua “energica condenação da agressão militar dos Estados Unidos e do sequestro do presidente constitucional” e da primeira-dama, Cilia Flores, conforme indicou numa mensagem publicada nesta quinta-feira no seu perfil nas redes sociais.
“Manifestei nosso apoio e solidariedade à pátria de Bolívar e Chávez, seu povo e o governo bolivariano, bem como a decisão de continuar fortalecendo as históricas relações de irmandade e cooperação”, detalhou o chefe de Estado cubano.
Desde a captura de Maduro em 3 de janeiro, seu “número dois” assumiu a presidência do país latino-americano de forma interina, tendo chegado a um acordo com o governo de Donald Trump para a venda de petróleo venezuelano e iniciado um processo de libertação de pessoas detidas, que inclui cidadãos venezuelanos e estrangeiros.
Nesse contexto, Washington anunciou o fim dos envios de petróleo venezuelano para Havana e Trump chegou a instar as autoridades cubanas a “chegarem a um acordo antes que seja tarde demais”, incentivando a queda do atual governo da ilha caribenha.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático