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MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, admitiu que os novos planos de consumo de serviços de Internet geraram "críticas" entre a população, principalmente devido ao fato de que a empresa estatal limitará o saldo mensal e cobrará a compra de dados adicionais a preços inacessíveis para a maioria dos cidadãos da ilha.
Desde a última sexta-feira, a Empresa de Telecomunicações de Cuba (ETECSA) estipulou que os clientes podem recarregar seu saldo principal até um máximo de 360 pesos (cerca de 13 euros) em 30 dias. Após esse limite, o plano mais barato oferece a compra de 3 gigabytes adicionais por 3.360 pesos, o que é mais do que o salário mínimo.
Díaz-Canel disse que o governo está "ciente das opiniões, críticas e insatisfações" expressas pelos cidadãos nos últimos dias e se comprometeu a resolvê-las. No entanto, ele defendeu o fato de que há opções para setores "vulneráveis", como os estudantes, e que esses cortes são necessários "dada a urgência de manter e desenvolver um serviço essencial".
O presidente admitiu que o serviço de telecomunicações está passando por uma "situação complexa" e atacou mais uma vez o "cerco criminoso" dos Estados Unidos, em referência ao embargo comercial. "Nenhuma medida que limite benefícios nos agrada e é nosso dever explicar exaustivamente cada passo que é dado para evitar o bloqueio", explicou nas redes sociais.
A presidente executiva da ETECSA, Tania Velázquez, também argumentou que essa medida, que "afeta a muitos", é "necessária para manter os serviços para todos". "Entendemos que o uso das telecomunicações faz parte da vida de todos os cubanos e facilita seu acesso ao estudo, ao trabalho, às relações sociais e ao entretenimento", disse ela.
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