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MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente austríaco Alexander van der Bellen rejeitou na segunda-feira a possibilidade de fornecer ajuda militar à Ucrânia durante uma reunião com o presidente ucraniano Volodimir Zelenski, a quem assegurou que, mesmo que Viena quisesse fornecer tal assistência, "não poderia".
"Nossos gastos com defesa atualmente são de 1% do PIB. Isso já mostra que temos muito a fazer para nos mantermos no mesmo nível de outros países. Isso também mostra que, mesmo que quiséssemos, não poderíamos ajudar a Ucrânia no campo militar porque ainda estamos ocupados com a construção de nosso próprio exército", explicou o chefe de Estado austríaco durante uma coletiva de imprensa conjunta.
Ele alertou sobre as "limitações" da Áustria em questões militares e lamentou que Viena "ainda não tenha levado a sério a questão de sua própria defesa".
"Durante décadas, essa não foi uma questão levada a sério, e somente agora a possibilidade real de modernizar e equipar as forças armadas austríacas foi colocada sobre a mesa", disse ele.
Além disso, o presidente garantiu que a Áustria "continuará a apoiar a Ucrânia dentro da estrutura de sua própria neutralidade, especialmente em questões de saúde e energia, bem como no campo da educação". "A Áustria está lado a lado com a Ucrânia e seu sofrimento, e também com sua população resiliente e corajosa", disse ele.
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