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MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Bolívia, Luis Arce, afirmou que as eleições serão realizadas no país "sim ou sim" este ano e denunciou a existência de "muitos interesses em truncar as eleições" marcadas para 17 de agosto, em meio a uma luta política com seu antecessor, Evo Morales.
As declarações do candidato presidencial do Movimento ao Socialismo (MAS) vêm em resposta à apresentação de vários recursos legais ao Tribunal Constitucional Plurinacional, como o apresentado pelo deputado Israel Huaytari - também do MAS - que exige a incorporação da paridade de gênero entre os candidatos presidenciais.
Por outro lado, a organização social Cidob também apresentou um recurso legal para solicitar o registro de seu candidato, Fausto Ardaya, com base na garantia constitucional da participação eleitoral das organizações indígenas, um compromisso também exigido pelo ex-juiz Gualberto Cusi, que concorre com o candidato Jorge Quiroga.
Luis Arce declarou que "é hora de mudar muitos dos legisladores que hoje não contribuem para o povo boliviano", de acordo com a Agência Boliviana de Informações (ABI).
Na última quarta-feira, a Assembleia Legislativa Plurinacional se recusou a aprovar um empréstimo de US$ 100 milhões da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) com os votos contrários dos deputados leais a Evo Morales e dos grupos de oposição Creemos e Comunidad Ciudadana.
O governo boliviano pretendia aprová-lo para responder a emergências climáticas e também para apoiar a votação no exterior antes das eleições gerais marcadas para 17 de agosto.
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