Publicado 07/09/2026 13:47

Prendem ex-general sírio acusado de participar da repressão aos protestos de 2011

26 de agosto de 2026, Síria, Síria, República Árabe da Síria: O presidente sírio Ahmed al-Sharaa inaugura a 63ª Feira Internacional de Damasco no Palácio de Conferências, em Damasco, Síria, em 26 de agosto de 2026, na presença de autoridades e dignitários
Europa Press/Contacto/Syrian Presidency

Liderou um pelotão das Brigadas de Defesa, responsáveis pelo massacre de Hama em 1982

MADRID, 7 set. (EUROPA PRESS) -

As Forças de Segurança Interna da Síria prenderam nesta segunda-feira, em uma operação conjunta com a Diretoria Antiterrorista, o ex-general Mohamed al Durgham, acusado de participar da repressão aos protestos pacíficos em 2011 e do massacre de Hama em 1982.

Durgham ordenou que suas unidades abrissem fogo contra manifestantes desarmados na província de Damasco durante os protestos pacíficos que foram brutalmente reprimidos em 2011 pelo regime do presidente Bashar al Assad, derrubado em dezembro de 2024.

Além disso, as Forças de Segurança Interna apontaram que o homem supervisionou operações que “resultaram em prisões arbitrárias em grande escala”, motivo pelo qual foi incluído em listas de sanções internacionais por graves violações dos direitos humanos, conforme informou a agência de notícias estatal SANA.

As autoridades informaram ainda que o homem — que foi comandante de operações da Quarta Divisão do Exército Árabe Sírio entre 2009 e 2013, liderada pelo irmão de Assad, Maher al Assad — será encaminhado à justiça assim que forem concluídos os interrogatórios contra ele.

Durgham também foi comandante de um pelotão das Brigadas de Defesa, força paramilitar liderada por Rifaat al Assad — irmão do então presidente Hafez al Assad e conhecido como “o carniceiro de Hama” —— que bombardeou a referida cidade em fevereiro de 1982 com artilharia pesada e tanques, além de realizar execuções sumárias em massa, prisões arbitrárias e saques sistemáticos, sem distinguir entre insurgentes e civis.

As Brigadas de Defesa (Saraya al Difaa, na sigla em árabe) foram mobilizadas na cidade de Hama e lideraram a repressão após uma revolta encabeçada por islamistas sunitas, liderados pela Irmandade Muçulmana, contra o regime de Hafez al Assad, pai do governante deposto.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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