MADRID 31 jul. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Municipal de Pozuelo de Alarcón notificou o centro de refugiados da cidade sobre a cessação temporária de suas atividades depois de verificar que as instalações não têm licença para uso residencial, mas para atividades de ensino, razão pela qual acusou o governo central de "negligência institucional" diante da possibilidade de que migrantes africanos tenham sido transferidos para o centro a partir das Ilhas Canárias.
"Estamos fazendo isso simplesmente porque o centro não tem licença para operar como está fazendo, da mesma forma que faríamos com qualquer outro estabelecimento que sabemos que não está em conformidade com os regulamentos, porque o que o governo espanhol está tentando fazer é ilegal e imprudente", disse a prefeita de Pozuelo, Paloma Tejero, em declarações enviadas à Europa Press.
Tejero advertiu que o centro passou por uma transformação "da noite para o dia" para convertê-lo em uma residência para mais de meio milhar de pessoas "sem qualquer tipo de autorização" e contra a lei. "É irresponsável abrigar pessoas em um centro sem licença, sem controle e sem garantias", enfatizou.
A resolução do fechamento foi adotada após uma inspeção da Prefeitura de Pozuelo realizada depois de saber da intenção do governo de transferir 400 menores que buscam asilo para lá permanentemente, de acordo com fontes 'populares', que lembram que o Consistório levantou sua voz em sucessivas ocasiões contra o uso do centro como residência permanente.
Agora, uma vez que a ordem de fechamento temporário foi notificada, o centro tem quinze dias para apresentar alegações, embora elas devam cumprir com a cessação da atividade e, portanto, o Executivo terá que realocar os atuais residentes em outras instalações. Para o Conselho Municipal, ressaltam essas mesmas fontes, o mais importante é "assegurar que sejam atendidas as condições que garantam o bem-estar e a segurança" dos residentes do centro.
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