Publicado 13/03/2026 10:11

A prefeitura comemora o cancelamento do Madrilucía e exige que a Iberdrola Music não realize eventos sem sua "aprovação"

A prefeita de Getafe, Sara Hernández (ao centro), ao lado da porta-voz do PSOE na Câmara Municipal de Madri, Reyes Maroto (à esquerda), e do porta-voz do PSOE na Câmara Municipal de Sevilha, Antonio Muños (à direita), fazendo declarações contra a Madriluc
PSOE DE MADRID

MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) - O governo municipal de Getafe comemorou nesta sexta-feira o cancelamento do projeto Madrilucía e exigiu que o recinto Iberdrola Music não receba mais nenhum evento sem a "aprovação" da prefeitura.

“A pressão social e institucional liderada pelos coletivos de moradores de Getafe Norte e Villaverde e pela Prefeitura de Getafe conseguiu paralisar definitivamente o projeto Madrilucía, impedindo assim novos transtornos no recinto Iberdrola Music”, inicia o comunicado emitido pela Prefeitura após se saber que os promotores adiaram a primeira edição para 2027 devido a “circunstâncias técnicas e administrativas”. No mesmo, criticou o espaço Iberdrola Music, que “há três anos vem gerando problemas de ruído, mobilidade e limpeza”, especialmente em Getafe Norte. Inconvenientes esses que, inclusive, “já estão na Justiça”. REJEIÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES E DA CÂMARA A Câmara Municipal de Getafe manifestou sua rejeição às “decisões unilaterais” da Prefeitura de Madri e da Comunidade de Madri que autorizam e patrocinam esses megaeventos. O espaço Iberdrola Music fica em Villaverde (Madri), mas faz fronteira com Getafe Norte; eventos de grande porte realizados ali, como o Mad Cool, obrigam a tomar decisões de segurança e mobilidade em detrimento de Getafe, segundo a Prefeitura.

A Prefeitura lembrou que realizou diversas reuniões ao longo desses meses para evitar essa realização, que pretendia ocorrer “durante 20 dias consecutivos, com 60.000 pessoas por dia e música até as 4 da manhã, coincidindo ainda plenamente com as Festas Patronais da cidade”.

Entre elas, a prefeita, Sara Hernández, apoiou as reivindicações da Associação de Moradores de Getafe Norte e da Plataforma Stop MadCool, em sintonia com as do governo municipal.

Nesse caminho, contou-se também com a colaboração da Federação de Associações de Moradores de Getafe; da Federação Regional de Associações de Moradores; de grupos municipais na Câmara Municipal; da delegação do Governo de Madri; e das associações culturais andaluzas. Também foram realizadas reuniões com a Associação de Novos Empresários de Villaverde. COORDENAÇÃO COM O PSOE DE MADRI E DE SEVILHA

Além disso, na semana passada, a prefeita também se reuniu com o senador e ex-prefeito de Sevilha, Antonio Muñoz, e com a porta-voz do PSOE na Câmara Municipal de Madri, Reyes Maroto, para expressar sua oposição a este evento e denunciar o “impacto negativo” que ele representaria para a cidade em termos de mobilidade, ruído e limpeza.

“O governo local manterá sua oposição ao recinto Iberdrola Music em Villaverde, por estar a poucos metros do bairro residencial de Getafe Norte e pelos inúmeros problemas que tem gerado neste período, como cortes no trânsito, invasão da M-45, ruídos que impedem o descanso ou sujeira gerada pelos participantes”, concluiu.

Por fim, voltou a exigir à Prefeitura de Madri e aos promotores do Iberdrola Music e do Mad Cool que busquem outro local, pois “assim como o recinto não era bom para Valdebebas, também não é para o sul de Madri”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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