Publicado 17/04/2026 05:38

Prefeitos do PP pedem a suspensão da regularização de migrantes devido ao caos nas prefeituras

Prefeitos do PP pedem a suspensão da regularização de migrantes devido ao caos nas prefeituras.
PP

PALMA 17 abr. (EUROPA PRESS) -

Os prefeitos do PP das Ilhas Baleares exigiram nesta sexta-feira a suspensão da regularização extraordinária de migrantes devido ao caos gerado, em sua opinião, nas prefeituras.

Em uma declaração divulgada em um comunicado à imprensa, o prefeito de Marratxí, Jaume Llompart, afirmou que, no primeiro dia do processo, ficou evidente “que essa regularização extraordinária é aprovada pelo Governo central, mas recai sobre os ombros das prefeituras e de seus funcionários, sobrecarregando os serviços e colocando em risco a atendimento aos moradores”.

Os prefeitos explicaram que o primeiro dia do processo provocou “uma avalanche de pessoas” nos escritórios municipais de atendimento ao cidadão e serviços sociais para solicitar o certificado de vulnerabilidade, requisito necessário para a regularização.

Essa situação resultou em longas filas, serviços sobrecarregados e “uma situação de caos absoluto em muitas prefeituras”, afirmou.

Além disso, algumas prefeituras chegaram a triplicar o número de ligações em um único dia. Conforme denunciou Llompart, “o Governo da Espanha não só não havia informado previamente as prefeituras, como durante todo o dia houve uma falta absoluta de instruções claras sobre o protocolo a ser seguido para emitir esses certificados”.

Essa desinformação, lamentou ele, gerou ainda mais confusão, a ponto de pessoas se deslocarem entre municípios pensando erroneamente que poderiam obter o documento em qualquer prefeitura.

“O resultado é que cada prefeitura teve que lidar com a situação da melhor maneira possível, com os funcionários sobrecarregados e no limite”, acrescentou o prefeito de Marratxí.

Em muitos casos, observou ele, as prefeituras só puderam registrar os pedidos, adiando a emissão dos certificados e acumulando agendamentos para os próximos dias, o que compromete a atenção a outras necessidades dos residentes.

Os prefeitos também alertaram para o contexto de pressão demográfica que as ilhas enfrentam, com um aumento constante da população e o impacto da imigração irregular.

Nesse sentido, eles lembraram que, nos últimos cinco anos, cerca de 20.000 pessoas em situação irregular chegaram às ilhas e que, neste ano, o número já aumentou 20% em relação ao ano anterior.

Diante dessa situação, Llompart destacou que “o que ficou claro ontem é que essa regularização é insustentável para as prefeituras, para as cidades e para o conjunto das Ilhas Baleares”.

“Pedimos a suspensão dessa regularização extraordinária por sua absoluta falta de previsão e planejamento, por ter sido transferida para os municípios e para evitar que comprometa a assistência aos nossos vizinhos”, afirmou.

Por fim, defenderam um modelo migratório baseado na ordem e na capacidade de integração. “A imigração deve ser legal, ordenada e adaptada à realidade de nossas ilhas. O que o Governo da Espanha deve fazer é reforçar os mecanismos ordinários de Imigração, pois ficou demonstrado que esta regularização em massa é uma irresponsabilidade que não podemos assumir”, concluiu Llompart.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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