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MADRID 27 jan. (EUROPA PRESS) - O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, criticou nesta terça-feira a possível presença de agentes da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) nos Jogos Olímpicos de Inverno que a cidade italiana sedia desde 6 de fevereiro.
A possibilidade de a Patrulha de Fronteira acompanhar o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, na cerimônia de abertura dos Jogos de Milão-Cortina d'Ampezzo gerou polêmica no país, uma vez que figuras políticas como o prefeito de Milão criticaram o possível envio das forças responsáveis pela morte de manifestantes em Minneapolis.
“Ainda não sabemos, e isso já é um problema”, afirmou Sala sobre a presença dos agentes na comitiva americana que viajará para a Itália. “O problema existe: trata-se de uma milícia que mata, que entra nas casas das pessoas assinando ela mesma a permissão. É claro que eles não são bem-vindos em Milão, disso não há dúvida”, afirmou.
Assim, ele defendeu protestar contra sua possível presença, insistindo que “eles não devem” ir à Itália porque é um órgão que não se alinha aos padrões de gestão da segurança “democrática”. “Somos capazes de cuidar da nossa própria segurança. Não precisamos do ICE”, afirmou em declarações coletadas pela rádio italiana RTL.
As ações dos agentes do ICE em Minnesota geraram importantes manifestações populares e preocupação e críticas de diferentes pontos do espectro ideológico. O último caso foi a morte do enfermeiro Alex Pretti no sábado, quando um agente da Patrulha de Fronteira atirou repetidamente nele enquanto ele era detido durante uma operação para capturar um estrangeiro no centro de Minneapolis.
As autoridades federais destacam que Pretti portava uma arma no momento do incidente e apelam ao direito de os agentes se defenderem. No entanto, Pretti tinha licença para porte de arma. Esta e outras ações dos agentes, como a morte de Reneé Good no último dia 7 de janeiro, também baleada, ou a detenção de uma criança de cinco anos, provocaram indignação entre a população do estado.
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