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MADRID 8 set. (EUROPA PRESS) -
O prefeito de Lisboa, Carlos Moedas, assegurou neste domingo que renunciará se for comprovado que o acidente ocorrido na quarta-feira passada em um funicular da capital portuguesa, que deixou 16 mortos e 20 feridos, se deveu a um "erro político".
"Se alguém provar que Carlos Moedas não deu condições a esta empresa (que gere o funicular), que diminuiu o seu orçamento, que não investiu em novos equipamentos e que reduziu o nível de manutenção, então haverá responsabilidade política (...). Se alguém provar que qualquer uma de suas ações como prefeito fez com que essa empresa não gastasse o suficiente em manutenção, eu me demitirei hoje", disse ele durante uma entrevista à televisão Síc no final do domingo, na qual ele disse que, durante seu mandato, aumentou o orçamento da empresa em 30% e investiu 60% a mais nela do que o governo anterior.
No entanto, Moedas descartou esse cenário, dizendo que "ninguém vai sair daqui" porque "renunciar é covardia" e denunciou a "exploração política" da tragédia.
Nesse sentido, ele acusou o Partido Socialista (PS) local de ter se "radicalizado" e chamou sua candidata a prefeita de Lisboa, Alexandra Leitão, de "falsa" e "cínica". "Fico muito indignado ao ver que partidos políticos agem diretamente e outros dissimuladamente, como é o caso do Partido Socialista (...) que tem uma candidata que não pede a minha demissão, mas instrui todos os seus apoiadores a apoiá-la, como (o ex-secretário-geral do partido) Pedro Nuno Santos e Brilhante Dias", acrescentou, fazendo alusão a esses dois deputados.
De fato, Leitão reagiu a essas acusações com uma mensagem em sua conta na rede social X, na qual lamentou os "ataques pessoais" de Moedas, de quem disse que "não sabe fazer política de outra forma".
"Aqueles que o ouviram pensaram que ele era a primeira vítima do trágico acidente no funicular da Glória. Ele não foi. Foram os mortos, os feridos e suas famílias. A entrevista que deu à SIC é um exercício de desculpabilização indigno de um líder político", denunciou, antes de o criticar pela falta de "respostas, soluções ou quaisquer medidas para ajudar as vítimas ou para restaurar a confiança dos lisboetas nas infraestruturas da cidade".
A polícia judiciária portuguesa confirmou na sexta-feira passada a lista de nacionalidades das 16 vítimas fatais, que incluía pessoas de oito países: cinco portugueses, três britânicos, dois sul-coreanos, dois canadenses, um suíço, um ucraniano, um norte-americano e um francês. O incidente também deixou cerca de 20 pessoas feridas.
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