Publicado 17/03/2026 11:57

A prefeita de Santander solicita à Costas um relatório técnico sobre o estado das infraestruturas do passeio marítimo

Também solicita informações sobre o projeto executado

As equipes de emergência estão trabalhando no local do incidente, em 3 de março de 2026, em Santander, Cantábria (Espanha). Três mulheres morreram esta tarde após a ruptura de uma passarela na praia de El Bocal, em Santander, e a queda no mar. Uma delas t
Nacho Cubero - Europa Press

SANTANDER, 17 mar. (EUROPA PRESS) -

A prefeita de Santander, Gema Igual, enviou uma carta ao secretário de Estado do Meio Ambiente, Hugo Morán, na qual solicita à Demarcação Costeira da Cantábria a elaboração de um relatório técnico detalhado sobre o estado atual das infraestruturas da trilha costeira, bem como informações completas sobre o projeto concebido e finalmente executado.

Este pedido surge na sequência do acidente ocorrido no passado dia 3 de março, no qual seis jovens perderam a vida e uma ficou ferida após o colapso de uma passarela na zona leste da praia de El Bocal.

Atualmente, tanto a passarela acidentada — lacrada por ordem judicial — quanto outras duas que se encontram naquela área estão fechadas ao público, a pedido da própria Demarcação Costeira, encaminhado à Polícia Local de Santander, informou a Prefeitura em comunicado à imprensa.

Segundo a prefeitura, “a Prefeitura não tem conhecimento do estado em que se encontram tanto essas passarelas quanto o restante das infraestruturas, cuja manutenção é de responsabilidade da própria Demarcação — que realizou intervenções em vários desses elementos em 2024”.

Por esse motivo, solicita, por meio desta carta, que seja elaborado e posteriormente divulgado um relatório técnico detalhando suas características, as ações de manutenção realizadas e seu estado atual de conservação.

Além disso, a vereadora solicita que tal relatório determine se as infraestruturas que atualmente não fazem parte da investigação judicial podem ser reabertas, devem permanecer em uso, requerem reparos ou, se for o caso, se é aconselhável sua remoção.

Além disso, solicita informações sobre se a passarela construída está em conformidade com o projeto original de julho de 2003, “o único conhecido pela Administração local e sobre o qual foi assumido o compromisso futuro de manutenção da passarela, uma vez concluídas as obras e recebidas pela Prefeitura”, ou se ocorreram modificações.

Assim, caso tenham ocorrido alterações, solicita que se especifique quem as autorizou, se existe um projeto modificado e quais garantias estruturais e de segurança foram aplicadas à nova solução construtiva.

Da mesma forma, a carta destaca “a necessidade de esclarecer por que essas possíveis modificações não foram comunicadas à Prefeitura nem constam na documentação disponível”.

E quer saber se o material utilizado na passarela — especificamente o aço utilizado — era inoxidável, tal como previsto no projeto inicial.

Por fim, a Prefeitura reitera seu “respeito absoluto” pela investigação judicial em andamento e manifesta sua “total disposição” para colaborar com a Justiça, fornecendo toda a documentação e informações que lhe forem solicitadas.

Em declarações à RTVE, Igual destacou que é preciso esclarecer “muitas dúvidas”, uma vez que a passarela projetada “não poderia ter caído da maneira como caiu”.

Segundo ele, a passarela que desabou contava, no projeto, com três vigas sob o piso. No entanto, a infraestrutura tinha sua base “no ar” e, por esse motivo, ao cair, formou-se “um escorregador”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado