ROBER SOLSONA/EUROPA PRESS
VALÊNCIA 12 jan. (EUROPA PRESS) -
A ex-secretária de Justiça e Interior Salomé Pradas e José Manuel Cuenca, ex-chefe de gabinete do ex-presidente da Generalitat Valenciana Carlos Mazón, chegaram nesta segunda-feira aos tribunais de Catarroja (Valência) para enfrentar um confronto por suas comunicações no dia da tempestade, sob gritos de “assassina” e “mentiroso”.
O primeiro a chegar ao tribunal foi Cuenca, às 9h08, onde o aguardavam cerca de trinta vítimas da tempestade, que gritaram “desgraçado”, “assassino”, “mentiroso” e “vagabundo”. Alguns minutos depois, pouco depois das 9h15, chegou Pradas, a quem também gritaram “assassina”. Nenhum deles parou para atender à multidão de jornalistas que esperava na porta. A juíza que investiga a gestão da enchente concordou, em meados de dezembro, com o confronto entre Pradas e Cuenca, após solicitação da acusação popular exercida pela Acció Cultural del País Valencià.
A magistrada indicou em uma decisão que a apresentação pela defesa de Pradas de uma ata notarial na qual constavam uma série de mensagens de WhatsApp trocadas com José Manuel Cuenca, a segunda declaração como testemunha deste último, na qual foi dado um sentido “claramente distinto” ao conteúdo dos textos — ele afirmou que estavam “fora de contexto” —— e as declarações públicas da ex-conselheira sobre se deveria ou não incomodar Mazón «exigem a realização de um confronto entre a investigada e a testemunha».
A este respeito, salientou que o confronto como elemento probatório tinha um “caráter excepcional”, mas acrescentou que “deve-se ter em conta igualmente que a versão dos factos fornecida pela investigada não pode ser uma amalgama entre o depoimento judicial, no qual respondeu exclusivamente às perguntas do seu advogado, algumas declarações públicas, sem assistência jurídica, e, mais recentemente, a declaração numa comissão de inquérito em que oscilou entre declarar ou não, apesar de inicialmente ter invocado o seu direito de não declarar”, em alusão à sua intervenção no Congresso.
Por isso, considerava que “esclarecer ou não a coerência das suas declarações e a compatibilidade com os meios de prova apresentados no processo deve ser feito em tribunal e precisamente através do confronto, neste caso contrastando as declarações da investigada com as do testemunho, em aspetos absolutamente essenciais da investigação”.
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