ROBER SOLSONA/EUROPA PRESS
VALÊNCIA 12 jan. (EUROPA PRESS) -
A ex-secretária de Justiça e Interior, Salomé Pradas, reiterou nesta segunda-feira perante a juíza que investiga a gestão da catastrófica tempestade de 29 de outubro de 2024 que tentou transmitir ao ex-presidente da Generalitat Valenciana, Carlos Mazón, na tarde da enchente, a proposta de confinamento da população, mas não conseguiu. “Acho que o presidente deveria ter conhecimento do caso”, afirmou. Pradas foi intimada nesta segunda-feira a comparecer perante a juíza que investiga a gestão da tempestade, que deixou 230 mortos na província de Valência e causou danos materiais consideráveis, para um confronto com José Manuel Cuenca, ex-chefe de gabinete de Mazón.
O primeiro a chegar ao tribunal foi Cuenca, às 9h08, onde o aguardavam cerca de trinta vítimas da tempestade que gritaram “desgraçado”, “assassino”, “mentiroso” e “vagabundo”. Alguns minutos depois, pouco depois das 9h15, chegou Pradas, a quem também gritaram “assassina”. Nenhum deles parou para atender à multidão de jornalistas que esperava na porta. A juíza que investiga a gestão da enchente concordou, em meados de dezembro, com o confronto entre Pradas e Cuenca, após solicitação da acusação popular exercida pela Acció Cultural del País Valencià.
Pradas ratificou o conteúdo das mensagens de WhatsApp que apresentou ao tribunal e reiterou que, no dia da enchente, às 19h43, falou com o então secretário regional da Presidência, Cayetano García, porque não conseguia entrar em contato com Mazón. “Avaliando o confinamento, achei que o presidente deveria conhecer o caso”, disse ela.
Assim, comentou o possível confinamento com Cayetano García e “ficou combinado consultar a Advocacia”, acrescentou. Sobre essa possibilidade, Pradas afirmou que rebateu Cuenca, pois, de acordo com a Lei de Emergências, era possível confinar a população — Cuenca chegou a enviar uma mensagem a Pradas dizendo: “Salo, nada de confinar”.
Assim, naquela tarde, às 19h43, o confinamento estava em discussão e avaliava-se o envio de um alerta (Es Alert) devido à ruptura da barragem de Forata, acrescentou.
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