JOSÉ CUÉLLAR/CORTS VALENCIANES - Arquivo
VALÊNCIA 13 jun. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do Grupo Parlamentar Popular nas Corts, Nando Pastor, afirmou que o ex-presidente do Governo José Luis Rodríguez Zapatero "já só conta com a defesa de duas pessoas: seu advogado e Diana Morant", que, em sua opinião, "continua empenhada em segurar a pá" enquanto o PSOE "cava sua própria cova política".
Em um comunicado, o 'popular' destacou que a secretária-geral do PSPV é “uma das poucas vozes socialistas que ainda se manifestam publicamente a favor do ex-presidente após sua acusação por supostos crimes de contrabando e fraude fiscal, ao serem encontradas em um cofre de seu escritório joias avaliadas em 1,3 milhão de euros”.
Pastor lamentou que, “enquanto no PSOE tentam manter silêncio, ganhar tempo e distanciar-se de um novo escândalo que afeta uma das figuras mais importantes do partido, Morant prefere dar um tiro no próprio pé ao sair em defesa do ex-presidente socialista”.
"A secretária-geral do PSPV está em apuros porque ela própria decidiu transformar Zapatero em uma referência política e pessoal. Chamou-o de seu pai político, disse que era uma filha de Zapatero e construiu boa parte de sua carreira sob sua tutela. Agora ela entende que, se ele cair, uma parte importante de sua própria narrativa política também vacilará”, destacou.
Para o porta-voz do GPP, “a situação do governo começa a ser difícil de explicar até mesmo para os próprios socialistas: primeiro foi José Luis Ábalos, depois Santos Cerdán, em seguida os podres do PSOE, mais tarde os escândalos no círculo de Pedro Sánchez e agora a investigação sobre Zapatero. A cada semana surge um novo capítulo e, em cada um deles, encontramos Diana Morant tentando justificar o injustificável".
Na sua opinião, “o problema da secretária-geral do PSPV é que todas as suas figuras de referência acabam aparecendo nas manchetes pelas razões erradas: escândalos, investigações ou explicações que nunca chegam”.
MORANT “CONTINUA PRESSA AO PASSADO”
“Morant está presa porque todos os caminhos do sanchismo valenciano levam ao mesmo lugar”, afirmou Pastor, para sublinhar que “a diferença é que, enquanto alguns em Ferraz já procuram como se distanciar de Zapatero, ela continua agarrada ao passado”.
Pastor reconheceu que lhe “preocupa” que a ministra da Ciência e líder do PSPV “dedique mais energia a defender dirigentes sob investigação do que a dar explicações sobre os problemas de seu Ministério ou sobre a situação do próprio socialismo valenciano”. “Enquanto o PSOE cava sua própria cova política, Morant continua empenhada em segurar a pá”, acrescentou.
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