Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo
MADRID 30 jun. (EUROPA PRESS) -
A porta-voz do PP no Senado, Alicia García, informou que o ex-presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, voltará a comparecer perante a comissão de inquérito sobre a SEPI, embora ainda não haja uma data definida. Por sua vez, a vice-presidente Sara Aagesen será interrogada nesse fórum na próxima segunda-feira, 6 de julho, enquanto a presidente do PSOE, Cristina Narbona, comparecerá na terça-feira, 14 de julho, à “comissão Koldo”.
Foi o que anunciou a porta-voz do PP em uma coletiva de imprensa no Senado, onde também explicou que, na terça-feira, 7 de julho, o DAO da Guarda Civil, Manuel Llamas, está convocado para comparecer à comissão de inquérito do Senado sobre o “caso Koldo”.
E a diretora da Agência Tributária, Soledad Fernández Doctor, comparecerá na segunda-feira, 13 de julho, à comissão de investigação sobre a SEPI. O PP já adiantou que irá questioná-la sobre as joias de Zapatero, entre outras coisas.
De qualquer forma, Alicia García lembrou que Zapatero já compareceu à “comissão Koldo” do Senado e agora terá que comparecer à comissão que investiga a gestão da SEPI, embora os “populares” ainda não tenham marcado a data desse interrogatório.
“Quem mentiu no plenário do Senado e agora precisa prestar esclarecimentos perante um juiz é obrigado a prestá-los também aos espanhóis. Aqui não vamos deixar passar nada”, declarou Alicia García.
JULHO, MÊS DE AUDIÊNCIAS
Além de Zapatero, a porta-voz do PP garantiu que o mês de julho será marcado por várias audiências nas diferentes comissões de investigação abertas no Senado.
A primeira a comparecer será Sara Aagesen, já que o PP coloca o foco no resgate da empresa Tubos Reunidos. “Enquanto milhões de autônomos não conseguem pagar as contas no fim do mês e pagam impostos, o governo injetou milhões de euros em empresas por interesse pessoal de Sánchez. Resgates repletos de irregularidades, suspeitas e opacidade”, denunciou Alicia García.
Segundo a porta-voz do PP, a Tubos Reunidos “não poderia ser resgatada por motivos ecológicos”, como defendeu Aagesen, que na época era secretária de Estado da Energia, embora a empresa tenha sido resgatada posteriormente.
“O que aconteceu nessas três semanas? Por que a vice-presidente mudou de opinião? Quem a pressionou? Como a convenceram?”, perguntará o PP a Aagesen.
CRISTINA NARBONA E O DAO DA GUARDA CIVIL
Além disso, Alicia García garantiu que a “comissão Koldo” do Senado continuará investigando o que ela denomina de “comando das esgotos”, pelo que intimarão o DAO da Guarda Civil e a presidente do PSOE.
“Ambos terão que prestar contas sobre sua relação com o ‘comando das esgotos’. Pois enquanto Sánchez escrevia com uma mão sua carta de amor, com a outra lançava Leire Díez em uma operação contra aqueles que queriam revelar sua corrupção”, acrescentou Alicia García.
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