Publicado 30/06/2026 07:53

O PP volta a convocar Zapatero para comparecer ao Senado e anuncia mais quatro audiências para o mês de julho

Archivo - Arquivo - O ex-presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, comparece perante a Comissão de Investigação sobre o “caso Koldo”, no Senado, em 2 de março de 2026, em Madri (Espanha). Zapatero foi intimado pelo Partido Popular para prestar
Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo

MADRID 30 jun. (EUROPA PRESS) -

A porta-voz do PP no Senado, Alicia García, informou que o ex-presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, voltará a comparecer perante a comissão de inquérito sobre a SEPI, embora ainda não haja uma data definida. Por sua vez, a vice-presidente Sara Aagesen será interrogada nesse fórum na próxima segunda-feira, 6 de julho, enquanto a presidente do PSOE, Cristina Narbona, comparecerá na terça-feira, 14 de julho, à “comissão Koldo”.

Foi o que anunciou a porta-voz do PP em uma coletiva de imprensa no Senado, onde também explicou que, na terça-feira, 7 de julho, o DAO da Guarda Civil, Manuel Llamas, está convocado para comparecer à comissão de inquérito do Senado sobre o “caso Koldo”.

E a diretora da Agência Tributária, Soledad Fernández Doctor, comparecerá na segunda-feira, 13 de julho, à comissão de investigação sobre a SEPI. O PP já adiantou que irá questioná-la sobre as joias de Zapatero, entre outras coisas.

De qualquer forma, Alicia García lembrou que Zapatero já compareceu à “comissão Koldo” do Senado e agora terá que comparecer à comissão que investiga a gestão da SEPI, embora os “populares” ainda não tenham marcado a data desse interrogatório.

“Quem mentiu no plenário do Senado e agora precisa prestar esclarecimentos perante um juiz é obrigado a prestá-los também aos espanhóis. Aqui não vamos deixar passar nada”, declarou Alicia García.

JULHO, MÊS DE AUDIÊNCIAS

Além de Zapatero, a porta-voz do PP garantiu que o mês de julho será marcado por várias audiências nas diferentes comissões de investigação abertas no Senado.

A primeira a comparecer será Sara Aagesen, já que o PP coloca o foco no resgate da empresa Tubos Reunidos. “Enquanto milhões de autônomos não conseguem pagar as contas no fim do mês e pagam impostos, o governo injetou milhões de euros em empresas por interesse pessoal de Sánchez. Resgates repletos de irregularidades, suspeitas e opacidade”, denunciou Alicia García.

Segundo a porta-voz do PP, a Tubos Reunidos “não poderia ser resgatada por motivos ecológicos”, como defendeu Aagesen, que na época era secretária de Estado da Energia, embora a empresa tenha sido resgatada posteriormente.

“O que aconteceu nessas três semanas? Por que a vice-presidente mudou de opinião? Quem a pressionou? Como a convenceram?”, perguntará o PP a Aagesen.

CRISTINA NARBONA E O DAO DA GUARDA CIVIL

Além disso, Alicia García garantiu que a “comissão Koldo” do Senado continuará investigando o que ela denomina de “comando das esgotos”, pelo que intimarão o DAO da Guarda Civil e a presidente do PSOE.

“Ambos terão que prestar contas sobre sua relação com o ‘comando das esgotos’. Pois enquanto Sánchez escrevia com uma mão sua carta de amor, com a outra lançava Leire Díez em uma operação contra aqueles que queriam revelar sua corrupção”, acrescentou Alicia García.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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