Alberto Ortega - Europa Press
MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -
A porta-voz do PP no Congresso dos Deputados, Ester Muñoz, disse na terça-feira que a posição de seu partido e de seus presidentes regionais é "muito clara" em relação ao alívio da dívida das comunidades, alertando que eles a rejeitam e que "não entrarão nessa armadilha" do governo espanhol.
"Nem uma, nem duas vezes, todos os presidentes regionais do Partido Popular declararam que não entrariam nessa armadilha do governo. Nem uma, nem duas vezes ontem, uma multidão de presidentes regionais veio a público para dizer que não participam dessa farsa do governo", enfatizou na coletiva de imprensa após a reunião do Conselho de Porta-Vozes do Parlamento.
A esse respeito, Muñoz lembrou que a atual ministra das Finanças, María Jesús Montero, disse quando era ministra da Andaluzia que não queria uma redução ou refinanciamento da dívida, mas sim uma nova lei sobre financiamento regional, "que é a posição do Partido Popular". "Estamos dizendo isso há anos", insistiu ela.
A líder do PP apontou que a atual lei de financiamento vem de um pacto em 2009 entre o então primeiro-ministro, José Luis Rodríguez Zapatero, e a então tripartite catalã, "que foi feita sem falar com o resto das comunidades autônomas".
"Aqueles para os quais essa lei de financiamento foi feita 'ad hoc' não são mais válidos e, portanto, a proposta é que as consequências da má gestão dos partidos pró-independência e socialista na Catalunha sejam somadas por todos os espanhóis, porque a dívida não desaparece", disse ele.
OS PRESIDENTES DO PP SÃO "PESSOAS DE PALAVRA".
Muñoz também advertiu que, com o perdão da dívida regional, a dívida não desaparece, mas é distribuída "e paga por todos os espanhóis". Ele também destacou que a Autoridade Independente de Responsabilidade Fiscal (AIReF) advertiu que as comunidades não poderão alocar as economias geradas pelo perdão da dívida para gastos públicos, pois a regra de gastos impede isso. "Eles estão tentando mentir para as pessoas e acham que não lemos tudo", acrescentou o deputado do PP.
Por esse motivo, ela insistiu que os presidentes regionais do Partido Popular são "pessoas de palavra" e assinaram a rejeição desse corte de impostos. "Portanto, não vou avaliar o que aconteceria se algum deles não fizesse o que assinou em dois pedaços de papel. Não entro nessa quimera", respondeu a porta-voz parlamentar às perguntas dos jornalistas.
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