Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 4 mar. (EUROPA PRESS) - O PP registrou nesta quarta-feira um pedido de comparecimento urgente do chefe do Executivo, Pedro Sánchez, no plenário do Congresso, para que informe sobre o “enfraquecimento” das relações da Espanha com seus aliados após a guerra no Irã e os “efeitos do isolamento” em matéria de segurança.
Dado que esta semana e a próxima não há sessão plenária na Câmara Baixa, não se prevê que a Junta de Porta-Vozes trate este pedido do Grupo Popular antes da semana de 16 de março. Então, os outros grupos terão que se posicionar se são a favor ou contra dar luz verde a este pedido de comparecimento da formação de Alberto Núñez Feijóo.
Concretamente, o PP solicita no seu escrito que Pedro Sánchez compareça na sessão plenária da Câmara para dar conta da posição do Governo “em relação às decisões tomadas em matéria de política externa, europeia e de defesa”.
Além disso, insta-o a esclarecer o impacto que essas decisões “têm para os interesses gerais da Espanha, o enfraquecimento da relação com os parceiros e aliados europeus, a situação das relações bilaterais com os Estados Unidos e seus efeitos de isolamento em matéria de segurança”. Além disso, quer que ele explique “as ações previstas para preservar” a segurança nacional.
FEIJÓO ACREDITA QUE A ESPANHA FICOU “MAIS ISOLADA” O próprio Feijóo já adiantou esta quarta-feira, num pequeno-almoço em Bilbau organizado pelo Fórum Europa, que o seu grupo parlamentar iria solicitar a comparência de Sánchez e afirmou que o presidente “utiliza as suas necessidades políticas para ir contra a segurança” do país.
Feijóo questionou se “a situação que a Espanha está vivendo com seus aliados europeus e os Estados Unidos pode ser discutida em uma comparecência sem perguntas no Palácio da Moncloa”. Em sua opinião, isso exige uma comparecência no Parlamento para que Sánchez explique por que a Espanha ficou “mais isolada em segurança e política externa”.
Nesse fórum, Feijóo acusou o presidente do Governo de “contemporizar com o regime iraniano” como fez com a Venezuela, e apelou à preservação da relação com os EUA, haja ou não divergências com o seu presidente, Donald Trump.
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