Matias Chiofalo - Europa Press
MADRI, 19 jul. (EUROPA PRESS) -
O Partido Popular (PP) registrou um lucro líquido acumulado de 9,6 milhões de euros ao final do exercício de 2025, o que representa uma queda de 52,8% em relação ao ano anterior, devido, entre outras razões, à redução da atividade eleitoral.
O ano de 2024 foi marcado por importantes subsídios eleitorais e receitas extraordinárias, uma vez que foram realizadas eleições para o Parlamento Europeu, na Galícia, no País Basco e na Catalunha, enquanto 2025 contou apenas com um processo eleitoral: as eleições na Extremadura.
Isso consta nas contas anuais correspondentes ao exercício de 2025, divulgadas pela Europa Press, e que o partido liderado por Alberto Núñez Feijóo apresentou no último dia 30 de junho ao Tribunal de Contas, juntamente com o relatório de controle interno.
A evolução mostra que o ano com maior lucro foi 2024, enquanto em 2023 o superávit do exercício foi de apenas 1,7 milhão, devido ao enorme volume de despesas eleitorais daquele ano, que incluiu eleições municipais, regionais e gerais.
REFORÇOU SEU PATRIMÔNIO LÍQUIDO
A demonstração de resultados do PP de 2025 mostra que o partido encerrou o exercício com um superávit de 9,65 milhões de euros —em comparação com o superávit de 20,4 milhões do ano anterior—, aumentou sua liquidez disponível, reduziu seu endividamento bancário e reforçou seu patrimônio líquido, que passou de 81 para 90,7 milhões.
No que diz respeito às receitas eleitorais de origem pública, o PP as estima em 15,6 milhões em 2024 (por subsídios baseados em resultados e subsídios para envios eleitorais), enquanto em 2025 o valor cai consideravelmente para 620 mil euros devido à redução da atividade eleitoral.
Além disso, o saldo de caixa do PP aumentou de 31 milhões em 2024 para 35,3 milhões de euros no ano seguinte, o que reflete uma melhora na liquidez e na capacidade de cumprir suas obrigações de curto prazo. Por sua vez, a dívida bancária do partido diminuiu de 19 milhões para 12,9 milhões de euros, em grande parte após a amortização do financiamento associado às eleições europeias de 2024.
RECEITAS DE ORIGEM PÚBLICA E PRIVADA
No que diz respeito às receitas de origem pública, os subsídios para despesas operacionais ordinárias e as contribuições de grupos institucionais mantiveram-se estáveis ou apresentaram ligeiros aumentos (passando de 43,58 milhões em 2024 para 45,85 milhões em 2025).
Quanto ao financiamento privado, as contas do PP refletem 8,99 milhões em receitas de origem privada, principalmente provenientes de contribuições de autoridades públicas (4,39 milhões) e das contribuições dos filiados (3,55 milhões). O PP destaca que não houve doações superiores a 25.000 euros durante o exercício.
Na seção de gestão ordinária, o Partido Popular gastou um total de 15,5 milhões em despesas com pessoal, sendo 12,2 milhões destinados a salários, remunerações e similares e 3,3 milhões a encargos sociais.
Quanto ao quadro de funcionários, o PP passou por um leve ajuste, passando de 301 funcionários em 2024 para 299 em 2025, mantendo o mesmo número de mulheres (153), mas reduzindo em dois o número de funcionários do sexo masculino (de 148 para 146). O PP destaca em seu relatório que, em julho de 2025, realizou seu XXI Congresso Nacional, no qual foi acordada a renovação de seus órgãos de governo.
RENOVAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA E MOBILIÁRIO EM ALGUMAS SEDES
Em um ano com menor atividade eleitoral, o PP continuou investindo em sua estrutura territorial, já que as contas revelam a aquisição de duas novas sedes na Andaluzia em 2025: uma em Almonte (Huelva), no valor de 190.000 euros, e outra em Ubrique (Cádiz), por 97.500 euros.
Além disso, o partido gastou mais de 2,8 milhões de euros na renovação de equipamentos de informática, instalações e mobiliário em diversas sedes, conforme consta nas contas anuais de 2025, divulgadas há duas semanas.
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