Publicado 06/06/2026 07:15

O PP pretende que o Congresso exija ao Governo a revisão do resgate da Plus Ultra

O Partido Popular (PP) ressalta que não se tratava de uma empresa estratégica e que ela carecia de viabilidade, e solicita acesso a todos os autos

Avião da Plus Ultra.
PLUS ULTRA

MADRID, 6 (EUROPA PRESS)

O PP submeterá a debate e votação na próxima sessão plenária do Congresso uma iniciativa para tentar forçar o Governo a rever o acordo do Conselho de Ministros que autorizou o resgate público da companhia aérea Plus Ultra, apesar de ser uma empresa sem viabilidade e, diante das suspeitas de tráfico de influências que estão sendo investigadas pela Justiça, exige transparência e explicações.

É o que consta na moção que o PP debaterá nesta quarta-feira e que é consequência da interpelacão dirigida na última sessão plenária de controle à porta-voz do Governo e ministra da Inclusão, Segurança Social e Migrações, Elma Saiz.

Em sua proposta, divulgada pela Europa Press, os partidários de Alberto Núñez Feijóo acusam o Governo de ter usado, ao longo desses anos, toda a estrutura do Estado “para sua corrupção”, como demonstra, segundo destacam, o resgate da Plus Ultra, onde “tudo é suspeito e fraudulento”.

“TAPETE VERMELHO” PARA UMA EMPRESA “SEM IMPACTO NO INTERESSE GERAL”

No entanto, o PP denuncia que houve um “tapete vermelho” por parte do Governo para essa empresa e suas necessidades “graças à recomendação e influência do ex-presidente (José Luis Rodríguez) Zapatero e à aquiescência e boa disposição do Conselho de Ministros”.

E o resultado é conhecido: “foi resgatada — com 53 milhões de euros — uma empresa que não era estratégica, quase sem passageiros, sem viabilidade e, além disso, uma empresa sem praticamente nenhum impacto no interesse geral dos espanhóis”, mas, isso sim, “com forte impacto nos interesses pessoais do sanchismo e de seu antecessor e mentor”.

Vale lembrar que recentemente a Justiça indiciou Zapatero por seu envolvimento no chamado ‘caso Plus Ultra’. Para o PP, essa operação “é uma corrupção política (no mínimo) que não só causa um impacto claro e pernicioso nas contas públicas, mas também um tremendo e inaceitável prejuízo moral e democrático para o conjunto do Estado e da cidadania”.

Por tudo isso, o PP pretende que o Congresso exorte o Governo a revisar “de forma imediata e transparente” o acordo do Conselho de Ministros pelo qual foi autorizado o resgate da Plus Ultra, bem como todas as ações administrativas, relatórios técnicos, critérios de solvência e mecanismos de controle a ele vinculados, “com o objetivo de esclarecer a eventual existência de irregularidades”.

Insta também o Executivo a analisar as informações relativas à situação econômico-financeira e demais circunstâncias e ações concorrentes da referida empresa que motivaram, em 2020, após uma reunião entre Zapatero e o então ministro da Previdência Social, José Escrivá, o adiamento do pagamento de dívidas à Previdência Social.

MÁXIMA TRANSPARÊNCIA SOBRE ESTE RESGATE

Da mesma forma, insta o Governo a prestar contas de tudo isso ao Congresso, bem como das operações e ações realizadas em diversos âmbitos do Conselho de Ministros para a concretização do referido resgate, “facilitando ao Parlamento o acesso integral aos autos e reforçando os mecanismos de divulgação ativa e controle parlamentar”.

Por fim, o principal partido da oposição defende que o Governo garanta “a máxima transparência e prestação de contas” em relação ao resgate da Plus Ultra e a todos os auxílios públicos, resgates empresariais e operações financiadas pelo Fundo de Apoio à Solvência de Empresas Estratégicas, administrado pela SEPI.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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