Publicado 28/01/2026 10:37

O PP pergunta "em troca de quê" ou "quanto" Ábalos entrega seu cargo: "com Pedro Sánchez, nada é em troca de nada".

Archivo - Arquivo - O deputado José Luis Ábalos durante uma sessão plenária, no Congresso dos Deputados, em 9 de setembro de 2025, em Madri (Espanha). O Plenário do Congresso debate hoje, entre outras emendas, o Real Decreto-Lei 9/2025, de 29 de julho, pe
Ricardo Rubio - Europa Press - Arquivo

MADRID 28 jan. (EUROPA PRESS) - O Partido Popular questiona o presidente do Governo, Pedro Sánchez, “em troca de quê” ou “quanto” o ex-ministro socialista José Luis Ábalos renunciou ao seu lugar no Congresso dos Deputados, após perder o recurso contra a sua prisão pelo chamado “caso Koldo”.

Fontes do Partido Popular sustentam que a renúncia de Ábalos implica que ele deixe de ocupar “um assento que nunca deveria ter tido” e permite a Sánchez recuperar um voto parlamentar que “perdeu” com a prisão de “um dos seus”, num contexto de “precariedade parlamentar” do Executivo.

“CONCEDEU-LHE IMUNIDADE E SALÁRIO, APESAR DE CONHECER AS SUAS CORRUPÇÕES”

Os populares assinalaram que o ex-número dois do PSOE iniciou a legislatura no Congresso e a terminará num centro penitenciário, e reprovaram o chefe do Executivo por lhe ter concedido imunidade e salário apesar de conhecer, segundo afirmam, as suas “práticas corruptas”.

Essas mesmas fontes afirmam que Ábalos “agora retribui o favor” com a entrega do cargo ao partido, pelo que questionam que contrapartida existe, uma vez que, segundo eles, “com Pedro Sánchez nada é em troca de nada”. “Gostaríamos de saber em troca de quê. Ou de quanto”, exclamaram.

Além disso, o PP salientou que a renúncia ao cargo não permitirá ao ex-ministro eludir a ação da Justiça e que ele terá de prestar contas pelos seus atos perante os tribunais. Neste sentido, lembraram que o Supremo Tribunal continuará a ser o órgão responsável por julgar o caso para o qual já foi decretada a abertura do julgamento oral, enquanto os restantes procedimentos passarão para a Audiencia Nacional.

Essa reação se deve à mensagem do ex-ministro em suas redes sociais, na qual explicava sua renúncia ao cargo no Congresso devido à sua atual situação processual, embora já estivesse suspenso de seus direitos parlamentares, sem salário nem capacidade de voto, desde que seu processo foi confirmado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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