A. Pérez Meca - Europa Press
Os "populares" alegam que, depois de terminar o "engodo da flotilha", estão procurando outro assunto para se distrair dos casos de corrupção.
MADRID, 3 out. (EUROPA PRESS) -
O Partido Popular, presidido por Alberto Núñez Feijóo, descartou a possibilidade de que o aborto seja incluído na Constituição porque seus votos são "indispensáveis" e respondeu a Pedro Sánchez: "esqueça".
É o que afirmam fontes do PP depois que o Governo anunciou esta manhã que vai propor "proteger" o aborto na Carta Magna para "consagrar a liberdade e a autonomia das mulheres". Para isso, de acordo com fontes do Executivo consultadas pela Europa Press, planeja promover um procedimento de reforma ordinária da Carta Magna, que exigiria uma maioria qualificada para sua aprovação.
Nesse sentido, o partido de Alberto Núñez Feijóo lembrou que "para reformar a Constituição é imprescindível contar com o apoio do Partido Popular", por isso pediu a Pedro Sánchez que "esqueça de contar" com o Partido Popular e que reforme mais um texto, o da Constituição, que considera que "não está cumprindo" ao não apresentar o Orçamento Geral do Estado pelo terceiro ano consecutivo.
O CHAMARIZ DA FLOTILHA FOI USADO PARA DESVIAR A ATENÇÃO
Na opinião do Partido Popular, com o fim do "engodo da flotilha", o governo agora busca outro assunto para "distrair a atenção" dos cidadãos dos inúmeros casos de suposta corrupção que assolam seu governo e sua família.
Assim, eles lembraram as 33 contas correntes de seu Diretor Geral de Estradas, os cinco crimes pelos quais sua esposa poderia ser julgada, o processo contra seu irmão e seu Procurador Geral do Estado, a prisão de seu número dois no PSOE, a acusação no Supremo Tribunal de seu antecessor e Ministro dos Transportes e a "manipulação constante que, desde que ele é um representante público, ele tem exercido sobre a causa feminista".
Por esse motivo, os "populares" deixaram claro que não vão ajudá-lo nessa estratégia: "o debate termina aqui". De fato, eles lembraram que a opção do aborto já é permitida e regulamentada na Espanha, além de ser endossada por uma decisão firme do TC.
"Não permitiremos que a esquerda reabra debates ideológicos para encobrir sua falta de gestão e a corrupção de seus líderes", enfatizaram, e menos ainda, acrescentaram, quando em sua "escalada de irresponsabilidade" deixaram de proteger as mulheres mais vulneráveis, aquelas que sofrem o flagelo da violência de gênero, em referência ao fracasso das pulseiras para monitorar os abusadores.
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