Publicado 17/01/2026 11:01

O PP pede explicações a Bolaños pelo "caos" gerado pela "imposição precipitada" da Lei de Eficiência Judicial.

Archivo - Arquivo - A vice-secretária de Regeneração do Partido Popular, Cuca Gamarra, durante uma coletiva de imprensa após a reunião do Comitê de Direção do PP, na sede do PP, em 15 de dezembro de 2025, em Madri (Espanha).
Jesús Hellín - Europa Press - Arquivo

MADRID 17 jan. (EUROPA PRESS) - A vice-secretária de Regeneração Institucional do PP, Cuca Gamarra, pediu explicações neste sábado ao ministro da Presidência e Justiça, Félix Bolaños, pelo “caos” que, segundo ela, foi causado pela aplicação “precipitada” e “pouco realista” da Lei de Eficiência da Justiça.

Através de um comunicado de imprensa, a líder popular acusou o governo de estar “desmontando” o sistema judicial e alertou para as “graves consequências” que, em sua opinião, está gerando “a imposição” do calendário de aplicação da referida norma.

Por isso, o PP exige que Bolaños compareça no parlamento para responder pela “confusão” e pelo “colapso” que, segundo eles, provocou o novo modelo de organização dos tribunais e para exigir medidas a esse respeito.

Segundo Gamarra, esta situação surge depois de, no final de 2025, ter sido necessário completar por lei a terceira fase de implantação dos tribunais de primeira instância, através de um “calendário imposto” que se revelou “pouco realista” e teve “graves consequências”, como tribunais “congestionados” e mergulhados na “confusão e no colapso”.

“O governo queria chegar a 1º de janeiro de 2026 com uma foto, mas não se importa que a Justiça não funcione”, protestou Gamarra, acusando o ministro de tentar “reorganizar” a Justiça “de costas” para todos os coletivos judiciais “que a fazem funcionar todos os dias”. MEDIDAS PARA ALIVIAR A SITUAÇÃO

Nesse sentido, Gamarra exige que Bolaños implemente medidas para resolver, o mais rápido possível, os problemas que sua lei está gerando: “Isso não é eficiência da Justiça, mas sim desmontar o sistema sem alternativa”, lamentou.

O PP vem denunciando há meses a insegurança jurídica, o bloqueio da Justiça, as dificuldades entre os operadores judiciais e as disparidades interpretativas de uma norma que, em sua opinião, está implicando a implementação desta lei.

Nesse contexto, os partidários de Alberto Núñez Feijóo alertam que os atrasos provocam “violações dos direitos dos cidadãos” e levam os tribunais a “situações absurdas de distribuição, custódia e separação de tarefas”.

MAIS RECURSOS PARA O SISTEMA JUDICIAL Para Gamarra, a Lei de Eficiência Judicial está representando “outro desastre legislativo” do governo, quando o que deveria ser feito é “eliminar obstáculos” e reforçar os meios de que o setor dispõe para eliminar qualquer indício de “insegurança jurídica”.

Além disso, ela apontou que, em matéria de violência de gênero, a “Lei Bolaños” está gerando um efeito dissuasivo nas vítimas na hora de apresentar denúncias, uma vez que, em muitos casos, a mulher é obrigada a se deslocar mais de 80 km para depor contra seu agressor.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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